Família Aguiar: PM suspeito pelo desaparecimento tem prisão prorrogada
Com a medida, o PM, de 39 anos, permanecerá preso no Batalhão de Polícia de Guarda, em Porto Alegre, onde está detido desde 10 de fevereiro

Cachoeirinha – A Justiça decidiu prorrogar por mais 30 dias a prisão temporária do policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito de envolvimento no desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A decisão foi tomada na noite de segunda-feira (9) e confirmada nesta terça-feira (10).
Com a medida, o PM, de 39 anos, permanecerá preso no Batalhão de Polícia de Guarda, em Porto Alegre, onde está detido desde 10 de fevereiro, quando foi cumprido o primeiro mandado de prisão temporária. O prazo inicial de 30 dias estava prestes a terminar, e a Polícia Civil solicitou a prorrogação para dar continuidade às diligências e à análise de provas do caso.
Investigação busca esclarecer desaparecimento de três pessoas
A investigação apura o desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, ex-companheira do policial, e de seus pais, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, de 70.
Silvana não é vista desde 24 de janeiro, enquanto os pais desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro, após procurarem ajuda para localizar a filha. Desde então, o caso mobiliza equipes da Polícia Civil na Região Metropolitana.
A principal linha de investigação considera a possibilidade de feminicídio contra Silvana, duplo homicídio contra os pais e ocultação de cadáveres, embora os corpos ainda não tenham sido localizados.
Buscas em matas e no Rio Gravataí
Nos últimos dias, investigadores realizaram buscas em áreas de mata e trechos do Rio Gravataí, em municípios como Gravataí e Cachoeirinha. Os locais foram definidos a partir de informações obtidas durante a análise do celular do suspeito e de outros elementos coletados ao longo do inquérito.
Paralelamente, a polícia tenta reconstruir os passos do policial na noite do desaparecimento de Silvana. Um celular e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos na casa de um amigo do suspeito, que afirmou ter passado a noite com ele e ajudará a confirmar ou descartar o álibi apresentado à investigação.
Defesa pede medidas alternativas
Enquanto a Polícia Civil trabalha para aprofundar as investigações, a defesa do policial tentou substituir a prisão por medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, além de restrições de contato com testemunhas.
O pedido, no entanto, não foi acolhido até o momento, e a Justiça optou por manter o suspeito preso para garantir a continuidade das apurações.
Próximos passos
Com a prorrogação da prisão temporária, a Polícia Civil terá mais tempo para analisar materiais apreendidos, ouvir testemunhas e aprofundar as buscas pelos desaparecidos. Investigadores não descartam que, ao final do prazo, seja solicitado à Justiça a conversão da prisão temporária em prisão preventiva, dependendo do avanço das provas no caso.
Até o momento, Cristiano Domingues Francisco nega qualquer participação no desaparecimento da ex-esposa e dos ex-sogros.
PM alega que estava com um amigo
Um amigo de Cristiano foi alvo de um mandado de busca e apreensão na semana passada. Ele foi citado pelo PM como sendo alguém com quem teria jantado na noite do desaparecimento de Silvana. O homem prestou depoimento como testemunha e não é investigado.
Policiais apreenderam um celular, um pen drive, um HD externo e um videogame. A Polícia quer saber a geolocalização do celular e checar outros dados para confimar o álibi. Já no videogame, será verificado se ele se concectou ao wi-fi da casa de Cristiano, local onde ele disse que se encontraram.





