Fake news: contratado de Rubens Otávio é flagrado em vídeo - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Cidade está ficando mais iluminada - Foto: Fernando Planella/Divulgação

Fake news: contratado de Rubens Otávio é flagrado em vídeo

Homem estava distribuindo panfletos e comunicando que o prefeito Miki Breier superfaturou a substituição das lâmpadas por LEDs

Cachoeirinha – A nova iluminação pública de Cachoeirinha, com a troca das 11.966 lâmpadas de vapor de sódio e vapor de mercúrio por LED, vem sendo utilizada por pré-candidatos para acusar o prefeito Miki Breier, pré-candidato à reeleição, de ter superfaturado o contrato. O advogado da chapa majoritária, André Lima, já ajuizou na Justiça Eleitoral uma ação contra um pré-candidato a vereador acusando-o de fake news. Esta semana, um pré-candidato a vereador do PSB flagrou em vídeo um homem que disse prestar serviço para o pré-candidato a prefeito Rubens Otávio fazendo afirmações falsas na rua na abordagem de pessoas.

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O caso aconteceu na última segunda-feira (21) na rua Anápio Gomes, bairro Veranópolis, por volta das 14 horas. O pré-candidato a vereador pelo PSB, Luis Constante, conta que viu o homem na frente da sua casa abordando amigos que o aguardavam. “Quando eu cheguei ele estava falando, pedindo voto para o candidato dele, o Dr. Rubinho. Eu liguei o celular e comecei a falar com ele. Estão espalhando notícias falsas em Cachoeirinha”, afirma.

No vídeo, o homem confirma que trabalha para o vereador Rubens Otávio e diz que uma lâmpada LED custa R$ 150,00 e que o prefeito Miki Breier havia pago R$ 2 mil. “O Miki Breier superfaturou as lâmpadas de LED”, afirma. O homem, que não foi identificado, estava acompanhado de outras pessoas e fazia a distribuição de panfletos com uma prestação de contas do mandato de Rubens Otávio.

A reportagem entrou em contato com o vereador na última terça-feira (22) e ele informou que estava dirigindo e que retornaria mais tarde. Não retornou e também não respondeu a contatos feitos nos dias seguintes. O vídeo já está com o advogado André Lima e ele está analisando o caso para decidir se ajuíza ou não uma ação. A reportagem não conseguiu identificar os contratados de Rubens Otávio e optou por não mostrar o rosto deles.

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Um pré-candidato a vereador já está sendo processado e acusado de distorcer as informações sobre o contrato da troca da iluminação afirmando que a prefeitura está pagando R$ 2 mil por cada lâmpada de LED, o que não é verdade.

Entenda o caso

A prefeitura fechou contrato com o consórcio IP Brasil para trocar todas as lâmpadas da iluminação pública. O projeto deverá estar concluído até o final do ano. O contrato foi feito com base em uma média dos valores gastos com manutenção e consumo de energia. O valor mensal é de R$ 444.536,95, sendo R$ 323.701,45 de consumo pago à RGE e R$ 121.835,50 de manutenção para a troca de lâmpadas queimadas, entre outros serviços.

Pelo contrato com a IP Brasil, que vale por cinco anos, a prefeitura vai pagar mensalmente para a empresa R$ 376.856,41 e ela tem que trocar todas as lâmpadas instalando LEDs que são mais econômicas e dão uma luminosidade maior. A operação vai gerar uma economia mensal de R$ 67.680,54 para a prefeitura que usa recursos da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) paga por todo o cidadão na conta de energia mensalmente.

Este contrato foi pioneiro no Rio Grande do Sul e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) fez apontamentos e questionamentos à prefeitura, mas não determinou o cancelamento. O TCE recomendou à Câmara de Vereadores que analisasse o caso e oposicionistas propuseram uma CPI que está em andamento.

O que oposicionistas estão fazendo

A IP Brasil vai receber em cinco anos um total de R$ 23 milhões, sendo descontado o valor do consumo a ser repassado para a RGE. Se a prefeitura não tivesse feito esse contrato, gastaria neste mesmo período R$ 26,7 milhões para manter as lâmpadas de vapor de sódio e vapor de mercúrio, incluindo o consumo de energia.

O que oposicionistas fizeram foi pegar o valor total a ser pago para a IP Brasil e dividir pelo número de lâmpadas chegando a um custo unitário de R$ 2 mil. E passaram a usar este valor como sendo o custo de cada lâmpada. Seguindo o mesmo raciocínio, para deixar tudo como está, a prefeitura, então, estaria gastando R$ 2,5 mil por cada lâmpada de tecnologia ultrapassada.

As lâmpadas LED possuem uma garantia de 10 anos. Pelo contrato com a IP Brasil, ela recebe durante cinco anos mas troca todas as lâmpadas que apresentarem defeito de fabricação durante 10 anos. O lucro da empresa nesta operação virá da economia de energia, que ficará integralmente com ela durante cinco anos. Dos R$ 376.856,41 que ela vai receber por mês, então, será descontado o valor a ser repassado para a RGE e o que sobrar fica com ela.

Qual a vantagem para a prefeitura

De imediato, a prefeitura vai economizar R$ 67.680,54 por mês. Depois de cinco anos, a economia será maior pois nada precisará ser pago para a IP Brasil. Como o consumo de lâmpadas LED é menor, o valor da conta mensal vai cair significativamente para a prefeitura e poderá, no futuro, se refletir em uma diminuição da CIP paga pela população.

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