GRAVATAÍ

Escolas de Gravataí participam de atividades Semana da Consciência Negra

Além de prestigiar espetáculos no Teatro do Sesc, os alunos também estão produzindo e realizando atividades sobre o tema em sala de aula

Gravataí – As atividades alusivas à Semana da Consciência Negra foram abertas na noite da última terça-feira (21), no Teatro do Serviço Social do Comércio (Sesc). Os alunos das turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) das escolas municipais tiveram a oportunidade de assistir ao espetáculo “Três”, do grupo AfroEntes. 

A apresentação tem uma proposta musical com temáticas dançantes, reflexivas e faz um paralelo com a contemporaneidade da população negra e suas formas de produção de vida, contendo conhecimento, consciência e ligação com a ancestralidade negro-africana. “A Semana da Consciência Negra é mais do que uma série de eventos, é um compromisso coletivo com a promoção da igualdade, justiça e respeito mútuo”, disse o vice-prefeito Dr. Levi Melo. 

“Estamos muito felizes em poder reunir todas as EJAs das escolas municipais para fazerem parte desse evento muito importante, ressaltando a necessidade de trabalharmos a pauta da igualdade racial nas instituições durante o ano letivo”, ressaltou a secretária da Educação Aurelise Braun.

Participaram as Emefs Antônio Aires de Almeida, Áurea Celi Barbosa, Bom Jesus, Nova Conquista, Osório Ramos Corrêa, Presidente Getúlio Vargas e Vanius Abílio. Além de prestigiar os espetáculos, durante esta semana, os alunos das escolas municipais também estão produzindo e realizando atividades sobre o tema em sala de aula.

Na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Favo de Mel os pequenos realizaram colagens com base no livro “Menina Bonita do Laço de Fita”. A obra conta a história de um coelho que tinha uma forte admiração por uma menina negra, desejando muito ter uma filha igual a ela. Os alunos também produziram desenhos referente ao livro “O cabelo de Lelê”.

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Nova Conquista foram expostos cartazes produzidos pelos alunos com frases de empoderamento, como “Assim como as flores, pessoas têm cores diferentes”, “Solte o cabelo e prenda seu preconceito” e “A cor da pele não define a alma de um ser humano”. 

Também ocorreu na Emef Cerro Azul uma tarde de “hora do conto” em homenagem à mulher africana, com livros, bonecas e vestimentas com a temática de origem africana.  “Realizei a contação de histórias com base no livro ‘Outros contos africanos’. Foram duas histórias ‘Por que a galinha d’angola tem pintas brancas?’ e ‘Por que o porco tem o focinho curto?’. Os alunos amaram e ficaram bastante curiosos”, relatou a bibliotecária Márcia Souza.

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