NACIONAL

Empresas podem fazer feriadão mesmo sem Carnaval?

Data não é considerada feriado oficial e mesmo com a festa popular cancelada, empresas e trabalhadores podem negociar folgas

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O Carnaval está se aproximando e o ponto facultativo em órgãos públicos, como em Cachoeirinha, estão sendo cancelados. O dia 16 de fevereiro, uma terça-feira, não é feriado e muitas empresas costumavam fechar suas portas e dar folgas para seus colaboradores. Com a nova realidade imposta pela pandemia, a ordem hoje é outra: fechar não é um bom negócio.

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O tesoureiro geral do Sindicato dos Empregados no Comércio de Canoas, cuja base territorial engloba Cachoeirinha e Gravataí, Antenor Federizzi, explica que o Carnaval é um feriado cultural e sempre coube às empresas tomar a decisão de abrir ou não concedendo folga aos funcionários na terça-feira ou até mesmo fazendo um feriadão englobando a segunda-feira e a manhã da quarta-feira de cinzas.

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“Não há nenhum impedimento para empresas e trabalhadores acordarem folga. Hoje, temos somente uma previsão coletiva de um adicional para funcionários de supermercados que abrem na terça de Carnaval. Para os demais, cabe aos empresários tomarem a decisão de trabalharem ou não. Carnaval não é feriado oficial”, afirma.

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Para o Sindilojas de Gravataí, o momento não é de parada para comemorações, embora o Carnaval seja a principal festa popular do país. Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a entidade destaca que incentiva a abertura das lojas para permitir recuperar, mesmo que lentamente, as perdas provocadas neste período de medidas de enfrentamento ao novo coronavíus.

Já o presidente da Associação Comercial de Cachoeirinha (ACC), Cleber Machado, destaca que parar ou não é uma decisão individual dos gestores. “Abrir ou não as empresas tem que ser uma decisão do gestor. Se terá ou não venda é relativo, pois temos momentos de baixas vendas e estamos abertos”, diz.

O Carnaval, conforme Machado, é um período para descansar ou participar da festa popular, conforme o desejo de cada um. Hoje, contudo, “comemorar o que?”, questiona.

“Descansar depois de ter se passado tanto tempo em casa? Repito que são decisões individuais e cabe a cada um avaliar. Tem pessoas de alguns setores que trabalharam até além do normal e então a empresa e os colaboradores é que vão decidir se folgam ou não”, ressalta.

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