E quando a pandemia acabar, o que você vai fazer?

Mulheres falam sobre o que desejam fazer quando houver vacina e todos estiverem imunizados contra o Covid-19
Cachoeirinha – A pandemia levou a população mundial a um novo normal. Adaptações foram necessárias para que uma nova rotina se estabelecesse. Usar a máscara, manter o álcool gel sempre à mão, não se aproximar das pessoas e trabalhar de forma diferente passaram a fazer parte da vida de todos em 2020, com o novo coronavírus. Mas quais serão os planos para quando tudo passar? O que as pessoas desejam fazer assim que a vacina imunizar a população e a liberdade de ir e vir for estabelecida?
Para Rochele Chagas, 30 anos, o maior desejo pós-pandemia é poder ver o filho de um ano e sete meses brincando em uma praça. “Desde que o Noah começou a andar, em plena pandemia, não podemos mais sair e ele não pôde aproveitar essa nova fase ao ar livre”. Sair sem preocupação também é um ponto frisado por Rochele. “Quero poder aproveitar as coisas simples que antes não eram tão valorizadas por mim, mas que hoje eu sinto muita falta. Às vezes eu penso que de um dia para o outro vai voltar tudo ao normal, o que seria um sonho! Mas acredito que o retorno vai ser aos poucos e confesso que vou esperar muito mais tempo pra voltar a ter minha vida normal”.

Para a professora Mara Bitello, a chegada do Covid-19 levou todos a uma reflexão do que estavam fazendo de suas vidas. “Estávamos vivendo no automático. E precisou tudo isso acontecer para que passássemos a valorizar o quanto é bom ter contato com as pessoas, andar ao sol, sair sem medo de ser infectada”.
Ela conta que sente muita falta do dia a dia e que quando chegar a vacina e todos estiverem imunizados pretende retornar de uma maneira diferente. “Quero mais qualidade de vida, no sentido de perceber e valorizar a importância de um abraço, de tocar, de beijar, de estar junto, andar tranquilamente, estar com a família, poder estar junto. Resgatar o contato físico com as pessoas, sair do automático. Permanecemos online e isso se mostrou não ser o suficiente”, desabafa a professora.

Poder voltar a fazer o que há de mais simples é um desejo que se repete sempre quando o assunto é o pós-pandemia. E esse pensamento não é diferente no caso de Claudete dos Reis Silveira, 62 anos, cujo plano principal é voltar a frequentar bailes. “Quando a vacina chegar e eu puder sair novamente, quero dançar, dançar e dançar!”. Ela também conta que sente falta de poder sair para passear no Centro de Porto Alegre sem medo de ser contaminada e andar de ônibus.

“Sinto falta de andar livre sem máscara”, conta a diretora de escola Jaqueline Braga, 38 anos. Para ela, poder abraçar os amigos e familiares é o principal. “Mas mesmo com a vacina, não acredito que voltaremos a ser como antes, pois creio que essa insegurança vai permanecer em nós por muito tempo ainda”.
Jaqueline conta que mesmo na quarentena, precisa ir à escola e toma todos os cuidados necessários. “Tenho muito medo de trazer o vírus para dentro de casa, então sempre quando chego troco toda a roupa, tiro calçado, lavo as mãos, mas não sinto que seja o suficiente”, ressalta.





