É falso que falta de energia no hospital de campanha matou paciente - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Hospital sempre teve geradores, segundo a Prefeitura - Foto: Divulgação

É falso que falta de energia no hospital de campanha matou paciente

Caso de um óbito ocorrido na madrugada desta quinta-feira (17) não tem nenhuma relação com falta de energia e hospital conta com dois geradores, conforme secretário

Cachoeirinha – Causou grande repercussão em redes sociais publicações sobre a morte de um homem de 55 anos no hospital de campanha do Ginásio da Fátima na madrugada desta quinta-feira (17) fazendo ilações com a falta de energia elétrica, sugerindo que isto pudesse ter causado o óbito.

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O secretário municipal da Saúde, Juliano Paz, conta que ficou preocupado quando tomou conhecimento de uma postagem da vereadora e candidata a vice-prefeita Jacqueline Ritter, achando que poderia ser verdade.

Postagem da vereadora em rede social

Segundo o secretário, a morte e a falta de energia não ocorreram no mesmo horário. Ele ressalta ainda que o hospital de campanha possui dois geradores e que tão logo faltou energia houve o acionamento. Durante o dia, Paz se reuniu com o responsável técnico pelo hospital, que é médico intensivista e estava de plantão na madrugada. Foi ele que assinou a declaração de óbito.

“Mais um absurdo para a conta do governo. Essa noite, durante uma pane elétrica, a ala dos pacientes confirmados com Covid-19, no Hospital de Campanha,ficou completamente no escuro sem funcionamento dos aparelhos. Ao que tudo indica e segundo informações, um homem de 55 anos faleceu em decorrência do fato”, escreveu a vereadora em seu perfil no Facebook.

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“O paciente faleceu por volta da meia-noite e cinquenta minutos. Este fato não tem nenhuma relação com o outro [falta de energia], que ocorreu entre três e quatro horas da madrugada”, afirma. O homem de 55 anos, conforme o secretário, apresentava uma série de problemas de saúde e foi submetido ao teste para Covid-19 cujo resultado ainda não saiu. Ele solicitou ao médico para colocar em um relatório os dois casos para que a área jurídica da prefeitura seja subsidiada na análise de medidas a serem tomadas.

“Quando eu tomei conhecimento do que a vereadora, que tem a função de fiscalizar e não de fazer acusações infundadas, disse em rede social, eu fiquei preocupado porque e achei que alguma coisa tinha. Descobrimos que não era verdade. É inadmissível que algumas pessoas estejam usando o hospital de campanha para fazer uma política desqualificada”, frisa.

Paz argumenta que o uso político do hospital de campanha pode se constituir em um crime porque está tirando a credibilidade do trabalho que vem sendo prestado. “Estão induzindo as pessoas a tirarem conclusões erradas. Algumas podem precisar do hospital de campanha e deixar de ir por conta de denúncias mentirosas. Isto é muito grave porque atinge a saúde pública. Nós vamos analisar o que vem acontecendo e o caso de hoje (quinta) para tomarmos todas as medidas cabíveis. Não podemos aceitar que usem a dor das pessoas para uma disputa eleitoral, além de tudo isso ser um atentado contra a saúde pública”, ressalta.

ATUALIZADA – 18/09/2020 – 9h49min – O resultado do teste para Covid-19 do paciente que morreu ainda não saiu, ao contrário do publicado. A informação errada ficou publicada das 19h39min de 17/09/2020 até o horário desta atualização.

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