Duas chapas disputam a eleição da OAB em Cachoeirinha - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Flávia Casotti e Andre Madeira disputam a eleição - Fotos: Divulgação

Duas chapas disputam a eleição da OAB em Cachoeirinha

Flávia Casotti e Andre Madeira disputam a presidência da subseção na eleição que acontece na seguna-feira (22)

Cachoeirinha – Depois de duas eleições com candidato único, a definição da nova diretoria da subseção da OAB/RS em Cachoerinha tem dois candidatos. A eleição acontece na segunda-feira (22) e envolve a renovação de todas as diretorias no Rio Grande do Sul e dos conselhos da Seccional. Serão preenchidos cargos do conselho seccional e sua diretoria, conselheiros federais, diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA/RS) e diretorias das 106 subseções ou conselhos subseccionais.

Pela primeira vez na história, as eleições acontecerão em plataforma on-line. Os eleitores poderão votar de onde estiverem, utilizando seu smartphone, computador ou tablet. Todavia, a OAB/RS também instalará seções eleitorais em todas as subseções.

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Flávia Casotti, da “OAB Unida é Mais Forte, concorre pela Chapa 10, e Andre Madeira, da “OAB Ativa é de Todos”, concorre pela Chapa 11, disputam a eleição na segunda-feira.

Flávia é a atual vice-presidente e tem o apoio dos ex-presidentes João Paulo Campagner e Dorival Ipe, além do atual presidente, Tarsis Dornelles. Como principais propostas ela defende a conclusão da obra da sede da entidade com a construção do segundo piso. O objetivo é construir um auditório e, o principal deles, o de criar salas que poderão ser disponibilizadas aos advogados.

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A candidata conta que por conta da pandemia, muitos advogados, até mesmo alguns experientes, tiveram que fechar seus escritórios e hoje estão com dificuldades de espaços para o atendimento de clientes. Ela lembra das conquistas do antigo presidente, Dorival Ipe, como a construção da nova sede, a transferência do Fórum para um novo prédio e o aumento de servidores na Comarca de Cachoeirinha, para defender uma linha de atuação mais proativa.

Uma atenção maior para as mulheres também está nos planos. “Temos 550 advogados em Cachoeirinha e cerca de 300 são mulheres. Somos maioria e ainda enfrentamos muitas dificuldades em nossas atividades”, lamenta. A advogada defende a necessidade de a Comarca ter mais uma vara criminal, esta especializada para o atendimento dos casos de violência contra a mulher “que tem aumentado muito”.

A subseção tem se mantido muito distante de questões de interesse da sociedade nos últimos anos e Flávia argumenta que a defesa das prerrogativas dos advogados, a pressão para o Judiciário completar seus quadros dando celeridade aos processos e ainda a cobrança para haja mais rapidez na digitalização dos processos se refletem em benefícios às pessoas que buscam seus direitos. Há ainda uma preocupação com os recém formados. “Todos sabemos que o início na profissão é muito complicado. Queremos uma aproximação maior com a Cesuca para mostrarmos caminhos e termos a OAB dando uma atenção especial para que eles saibam tudo o que podemos fazer por eles”.

Já o candidato da Chapa 11, Andre Madeira, fazia parte da atual diretoria. Acabou deixando o conselho, com mais cinco colegas, depois de divergências na condução dos trabalhos. “Estávamos tentando ajudar a gestão e em determinado momento a diretoria disse que não estava gostando e que a partir daquele momento seria do jeito dela”, conta. Em meados de 2019, o grupo se afastou. “Desde dezembro de 2019 não houve mais reunião e nem tínhamos chegado na pandemia ainda”.

Uma das principais atividades do conselho era a de instruir processos éticos. Atendia muitos clientes de advogados que não concordavam com as cobranças. A maioria não sabe diferenciar os honorários contratuais, o valor ou percentual acertando na contratação do profissional, dos honorários sucumbenciais, que é um percentual fixado pela Justiça sobre o valor da causa ganha. Madeira cita essa situação para exemplificar a necessidade de a OAB estar próxima do cidadão tanto para esclarecer dúvidas como para dar orientações.

O candidato defende uma OAB mais atuante. Ela, hoje, praticamente não ocupa seus espaços nos conselhos municipais por onde passam projetos importantes de interesse da sociedade. Outro ponto defendido pelo advogado é a necessidade de a subseção se preocupar com questões da comunidade buscando união com outras entidades para cobrar soluções e apresentar alternativas.

Até mesmo a necessidade individual do cidadão comum, salienta Madeira, poderia ser atendida pela entidade. Muitas pessoas, exemplifica, não sabem onde buscar solução para dificuldades que enfrentam. “Não falo em oferecer serviço. Padres e pastores, por exemplo, têm muito contado com as pessoas. São os primeiros a saberem das dificuldades que enfrentam e se eles fossem instruídos como orientar as pessoas para que acessem os serviços públicos, muitos sofrimentos poderiam ser abreviados.”

Madeira também faz referência aos problemas enfrentados por advogados. Muitos fecharam as portas de seus escritórios por não darem conta dos custos. A pandemia afetou muito a categoria. Para ele, a atual diretoria deveria ter agido sem a necessidade de grandes obras na sede para criar espaços que pudessem ser usados pelos advogados. Ele conta que muitos advogados começaram a exercer a profissão no período da pandemia e com restrições no Judiciário muitos sequer tiveram a experiência de ir ao Fórum. “A OAB deveria abrir as portas para acolher os advogados em dificuldades e os que estão iniciando. A OAB não precisa inventar nada, basta cumprir com seu papel”, defende.

O presidente da subseção da OAB/RS Cachoeirinha, Tarsis Dornelles, após a publicação da matéria, informou que André Madeira e outros cinco advogados, ainda integram o conselho. Não pediram afastamento. “Ainda esse ano fizeram relatórios em processos administrativos”, afirma.

Atualizada – 19/11/2021 – 17h05min

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