Disputa pela guarda do filho leva mulher à prisão em Gravataí
O caso começou a ser investigado após a prisão de um morador de Jaguari por tráfico de drogas
Gravataí – Uma investigação da Polícia Civil de Jaguari identificou quatro suspeitos de envolvimento em uma suposta armação para incriminar um morador da cidade por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. A operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (8), com cumprimento de mandados no Condomínio Paragem dos Verdes Campos, em Gravataí e Porto Alegre.
Entre os investigados estão uma policial militar e um advogado. A ex-companheira do morador também é apontada como responsável pelo planejamento da ação. A Polícia Civil representou pela prisão temporária dos quatro suspeitos por 30 dias. O caso ocorreu em 12 de julho de 2026, quando a Brigada Militar recebeu cerca de 19 ligações denunciando uma suposta ocorrência de violência doméstica e informando que havia uma arma escondida no pátio de uma residência em Jaguari.
Durante a ação policial, foram encontrados um revólver calibre .32, munições de diferentes calibres, aproximadamente 75 gramas de cocaína e 49 gramas de maconha. O casal que estava na residência acabou preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Gravataí.
A versão apresentada na ocorrência, no entanto, passou a ser investigada pela Polícia Civil. Conforme o delegado titular de Jaguari, Marcelo Batista, as diligências apontaram indícios de que as drogas, a arma e as munições teriam sido colocadas no imóvel por terceiros com o objetivo de provocar a prisão do morador.
Investigação reconstituiu deslocamento
Para esclarecer o caso, os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança, registros telefônicos, imagens de praças de pedágio e dados fornecidos pelas empresas Apple e Google. Com essas informações, foi possível reconstruir o deslocamento dos suspeitos entre Porto Alegre e Jaguari.
Segundo a investigação, uma policial militar e outro suspeito teriam ido até Jaguari para executar a ação. O deslocamento teria sido feito em um veículo locado, enquanto linhas telefônicas registradas em nome de terceiros teriam sido utilizadas para dificultar a identificação dos envolvidos.
A investigação também apontou que a ação teria sido planejada pela ex-companheira do morador, em razão de uma disputa judicial pela guarda do filho. De acordo com a Polícia Civil, o advogado dela teria participado do planejamento e fornecido apoio logístico para a execução da ação.
Prisões temporárias
As diligências levaram os investigadores a identificar uma possível divisão de tarefas e planejamento prévio entre os quatro suspeitos. A Polícia Civil também apura o uso de mecanismos destinados a dificultar a identificação dos envolvidos.
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial representou pela prisão temporária dos quatro suspeitos pelo período de 30 dias. A medida busca permitir o aprofundamento das diligências e o esclarecimento da participação individual de cada investigado.
Os quatro são investigados por associação criminosa, denunciação caluniosa, tráfico de drogas e crimes relacionados a armas de fogo. A investigação ainda está em andamento e deverá esclarecer a dinâmica da ação e a eventual participação de cada um dos suspeitos na tentativa de incriminar o morador.


