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Defesa Civil do RS recebe viaturas e amplia monitoramento

As medidas foram anunciadas na tarde desta quarta-feira (4), durante evento realizado no Palácio Piratini,

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul ampliou sua capacidade de atuação com a incorporação de 26 novos veículos e a contratação da instalação de 130 estações de monitoramento. As medidas foram anunciadas na tarde desta quarta-feira (4), durante evento realizado no Palácio Piratini, em Porto Alegre, com a presença do governador Eduardo Leite e demais autoridades estaduais e municipais.

Dos 26 veículos entregues, 23 foram doados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), por meio de Termo de Ajustamento de Conduta firmado com empresa montadora. O apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul foi determinante para viabilizar o acordo entre as instituições. Entre os automóveis, estão três unidades do modelo Mobi e 20 camionetas Titano, todos novos. Os veículos serão utilizados nas diversas etapas de atuação da Defesa Civil, incluindo ações de prevenção, resposta imediata e reconstrução.

Outros três veículos – dois micro-ônibus e um caminhão guincho plataforma – foram adquiridos com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), somando R$ 2,119 milhões em investimento. A entrega desses veículos representa uma ampliação da estrutura operacional da Defesa Civil no atendimento a ocorrências em diferentes regiões do Estado.

O subchefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Santiago Soares Dias de Castro, destacou que o reforço na frota é uma etapa da reestruturação em curso na instituição, que também passa por aumento de efetivo e readequação organizacional. Segundo ele, a melhoria na mobilidade e na logística das operações favorece a coordenação de ações entre órgãos públicos e parceiros do sistema de proteção e resposta.


Durante o mesmo evento, o governador Eduardo Leite oficializou o repasse de R$ 171 milhões à Prefeitura de Porto Alegre, recurso proveniente do Fundo de Reconstrução do Estado. Essa é a primeira transferência financeira destinada ao programa estadual voltado à execução de projetos estruturais e emergenciais relacionados à adaptação climática e reconstrução municipal.

Os valores serão aplicados na recuperação de estruturas hidráulicas e de contenção contra enchentes em Porto Alegre, como diques, casas de bombas, estações de bombeamento de esgoto e de água, comportas e estudos técnicos para o aprimoramento do sistema de proteção contra cheias (SPCC). Segundo o prefeito Sebastião Melo, os investimentos permitirão a modernização de um sistema implantado nos anos 1960, além da construção de novas soluções hidráulicas para atender à população em áreas vulneráveis.

Ainda durante a cerimônia, foram assinadas ordens de início para dois projetos do eixo Preparação do Plano Rio Grande: a realização de batimetria em bacias hidrográficas e a instalação de 130 novas estações de monitoramento hidrológico e hidrometeorológico.

A batimetria será executada inicialmente em quatro blocos: Região Metropolitana de Porto Alegre, Taquari-Antas, Baixo Jacuí e Guaíba. O trabalho abrangerá 2.589 quilômetros de rios, com investimento total de R$ 10.033.650. As empresas responsáveis pelos serviços são Água e Solo, STE Engenharia, Terra Brasil (VLF) e Profill. O objetivo é obter informações técnicas detalhadas sobre a profundidade e o comportamento dos cursos d’água que sofreram impactos significativos durante as enchentes de 2024.

A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura reforçou que a batimetria se soma a outras frentes em andamento, como dragagem de canais, desassoreamento de afluentes e recuperação de estações de monitoramento estratégicas para o sistema de alerta estadual.

As novas 130 estações de monitoramento integram a rede estadual de alerta e prevenção, que já conta com 160 estações instaladas. Serão 113 estações hidrológicas e 17 com funções hidrometeorológicas, posicionadas em áreas-chave para a observação de chuvas, nível dos rios e demais variáveis ambientais. O contrato com a empresa MKS Desenvolvimento de Sistemas prevê implantação, operação e manutenção pelo período de dois anos, com valor total de R$ 47,175 milhões.

As estações contarão com tecnologia que permite a continuidade da operação mesmo em situações críticas, com alimentação própria e redundância de dados. As informações coletadas serão utilizadas para o monitoramento em tempo real, permitindo previsões de curtíssimo prazo e emissão de alertas com maior precisão.

De acordo com o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, os projetos fazem parte do Plano Rio Grande, que visa à adaptação climática do território estadual, com foco na antecipação de riscos e resposta eficiente a desastres. O plano contempla ações integradas de infraestrutura, monitoramento, mobilidade e reestruturação de sistemas públicos em diferentes regiões do Estado.

A iniciativa representa uma das etapas do processo de reorganização institucional diante dos impactos registrados em eventos climáticos recentes, ampliando a capacidade de gestão de riscos e assegurando melhores condições para a proteção da população e do patrimônio público.

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