David busca soluções para recicladores e obtém apoio da Prefeitura - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Almansa visita a Acrer - Foto: Divulgação

David busca soluções para recicladores e obtém apoio da Prefeitura

Vereador já conseguiu uma emenda parlamentar para compra de carrinhos para os catadores

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Cachoeirinha – Criada em 2006, a Associação dos Classificadores de Resíduos Recicláveis (Acrer) passou a sonhar com uma guinada na sua função dentro do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos em Cachoeirinha. A proposta para reestruturar a entidade que chegou a ter pouco mais de 20 famílias sobrevivendo da reciclagem e hoje conta com um número variável de oito a 12 cooperadores trabalhando na reciclagem de materiais da coleta seletiva da Prefeitura é do vereador David Almansa.

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O primeiro passo foi conhecer a realidade da associação no galpão localizado no final da estrada Senador Ney Brito, na região conhecida como Águas Mortas no Distrito Industrial. Depois, o parlamentar foi ver em detalhes como funciona a Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul (Coomcat), considerada uma referência na área. Enquanto isso, viabilizou uma emenda parlamentar de R$ 200 mil com o deputado federal Paulo Pimenta (PT) para a compra de equipamentos e materiais.

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“Há um abandono total”, comenta o parlamentar. O galpão da Acrer precisa de reforma no telhado e outros investimentos para poder instalar uma esteira e prensa que estão paradas. Não tem PPCI e nem licença para operar.

Conforme Almansa, a associação pode passar por uma reformulação e precisa ser vista como uma prestadora de serviço nos moldes de como acontece em Santa Cruz do Sul. Lá, a Coomcat administra a usina municipal de reciclagem e é contratada pela prefeitura para fazer a coleta seletiva.

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Já em Cachoeirinha, o serviço da coleta seletiva é prestado por uma empresa terceirizada pela prefeitura. Uma das grandes dificuldades, é que o material coletado é o de menor valor, como papéis e vidros. Antes de o material chegar até o galpão no Distrito Industrial, os containers já são revistados por catadores que levam os de maior valor, como as latinhas de alumínio e as garrafas pet.

O vereador já conversou com o prefeito Miki Breier para apresentar a proposta e encontrou um sinal positivo. A ideia de Almansa é viabilizar a licença de operação do galpão, contar com o apoio da UFRGS para ser elaborado o PPCI e destinar de 20 a 25 carrinhos para catadores que passariam a ser cooperados tendo direito a benefícios, como férias e 13º salário. A proposta também auxiliaria na eliminação de carroças e cavalos utilizados na reciclagem.

Hoje, muitos catadores sobrevivem da coleta de recicláveis e com a pandemia o contingente aumentou. Não há um levantamento de quantas pessoas são. Mas há uma certeza: elas não estão dispostas a irem até o galpão de reciclagem em função da distância. “No caminho até lá existem seis ou sete ferros velhos e o pessoal acaba vendendo o que coletou durante o dia, pois a realidade de quase todos é trabalhar durante o dia para poder comprar um alimento à noite”, revela.

O trabalho desta forma acaba tornando ainda mais precária a sobrevivência de quem depende da reciclagem e alimenta um mercado milionário sem ter nenhum direito. Para encaminhar uma solução, Almansa estabeleceu quatro passos. O primeiro foi conhecer a realidade da Acrer e ver exemplo de sucesso. O segundo é encorpar a estrutura do ponto de vista físico e legal para depois avançar mais.

Para facilitar a vida dos futuros cooperados, a proposta é de serem criados entrepostos de coleta e assim eles não precisariam percorrer alguns quilômetros para a entrega do material. Já para a entidade assumir a coleta seletiva na cidade, ficando com os recursos que hoje são destinados para uma empresa terceirizada, são necessários mais investimentos. Um caminhão é fundamental. Estando regularizada, segundo Almansa, ela pode buscar financiamento para isso.

Há muita burocracia no caminho a ser percorrido e até modelos de contratos estão sendo buscados pelo parlamentar. Ele já tem um da associação de Santa Cruz do Sul para a terceirização da coleta seletiva e também vai buscar um em elaboração em Canoas.

O prefeito Miki Breier vê como positiva a iniciativa para trazer melhorias para a Acrer. “A gente já tem contato com a Acrer em várias iniciativas e é possível sim a gente ampliar a discussão. Nós temos um contrato com a empresa que faz a coleta seletiva com a empresa até dezembro e podemos fazer uma transição pegando esse modelo de Santa Cruz e permitir que de fato os recicladores façam a coleta. Esse debate a gente vai aprofundar com a secretaria de Sustentabilidade, Trabalho e Desenvolvimento Econômico”, salienta.

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