COVID

Covid-19 causou 108 mortes em Cachoeirinha em março

Em um único mês, doença provocou mais de um terço das mortes desde o início da pandemia

Cachoerinha – Março foi o pior mês em Cachoeirinha desde o início da pandemia, concentrando 38% dos óbitos de pessoas que contrairam o novo coronavírus e não conseguiram superar a doença. Com 108 mortes, uma média um pouco superior a três mortes por dia, mais de uma centena de famílias viram parentes e amigos partirem sem poderem se despedir.

Assim como em muitos municípios, é a pandemia transformou março em um mês que todos querem esquecer. O setor de vigilância epidemiológica de Cachoeirinha não possui um perfil das pessoas que perderam a vida.

Pelas redes sociais, contudo, nas centenas de postagens de despedidas é possível encontrar pessoas de todas as idades. No começo da pandemia, as maiores vítimas eram os idosos. Com a nova onda, que começou a crescer depois das aglomerações das festas de final de ano e se agravou nos dias seguintes ao Carnaval, a Covid-19 passou a levar também jovens e jovens adultos.

Quem costuma passar pela Avenida Frederico Ritter percebeu movimentação intensa. Em um dia da semana passada, o estacionamento no Memorial da Colina estava praticamente lotado e na área externa acontecia o mesmo.

O diretor do Hospital de Campanha de Cachoeirinha, Vanderlei Marcos, fez vários relatos em março sobre a preocupação de médicos com o crescimento no número de casos entre jovens e com um agravante: eles passaram a chegar para atendimento quando o quadro de saúde já estava bastante comprometido.

Mortes seguem em alta

  • Junho – 5
  • Julho – 11
  • Agosto – 31
  • Setembro – 24
  • Outubro – 24
  • Novembro – 18
  • Dezembro – 24
  • Janeiro – 22
  • Fevereiro – 17
  • Março – 108
  • Abril – até o dia 1 – 3

A média de mortes em Cachoeirinha continua alta. O boletim epidemiológico desta quinta-feira já traz mais três óbitos.

Situação nos hospitais

No painel de monitoramento dos hospitais, divulgado pelo Governo do Estado, com dados atualizados às 14h07min desta quinta-feira (1), o HC apresentava 26 pacientes internados e nenhum intubado. Em março o hospital chegou a ter sua capacidade limite de 45 leitos, sendo cinco deles de reserva para casos de risco iminente de morte, praticamente esgotada.

A situação não foi diferente no Hospital Padre Jeremias onde praticamente todos os respiradores chegaram a entrar em uso ao mesmo tempo. Nesta quinta, o hospital ainda está com sua estrutura quase no limite. São 30 pessoas em leitos de enfermaria, sendo 27 já positivados. Dos 15 respirados, 10 estão em uso.

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