Corsan instala boosters em Cachoeirinha e Gravataí contra vazamentos
O projeto prevê investimento de R$ 20 milhões e tem como objetivo reduzir rompimentos e vazamentos nas redes de abastecimento, além de acelerar a retomada do fornecimento de água após interrupções.
A Corsan vai instalar 209 equipamentos de bombeamento, chamados de boosters, em 74 municípios do Rio Grande do Sul até o final deste ano. O projeto prevê investimento de R$ 20 milhões e tem como objetivo reduzir rompimentos e vazamentos nas redes de abastecimento, além de acelerar a retomada do fornecimento de água após interrupções.
A iniciativa beneficiará diretamente 141 bairros e mais de 163 mil famílias. Segundo a companhia, os primeiros resultados devem ser percebidos já no próximo verão. A estimativa é evitar cerca de 5 mil vazamentos por ano e economizar aproximadamente 3,2 milhões de metros cúbicos de água tratada — volume equivalente a cerca de 1.280 piscinas olímpicas.
Os boosters serão instalados em pontos estratégicos da rede e terão a função de controlar a pressão da água. O sistema permitirá reduzir pressões excessivas, que podem provocar desgaste das tubulações e rompimentos, e aumentar a pressão em locais onde há dificuldade para o abastecimento, como regiões mais altas ou distantes dos centros de produção.
Equipamentos também devem acelerar retorno da água
A tecnologia também será utilizada para agilizar a normalização do abastecimento após manutenções, quedas de energia e outras ocorrências. De acordo com a Corsan, após uma interrupção, a simples religação dos equipamentos não garante que a água retorne imediatamente a todos os imóveis. É necessário recuperar os níveis dos reservatórios e restabelecer a pressão ao longo da rede, que pode se estender por quilômetros e apresentar diferentes níveis de altitude.
Com os boosters instalados em pontos estratégicos, a companhia espera acelerar esse processo e tornar a distribuição mais eficiente. “Estamos atuando sobre uma das etapas mais sensíveis do abastecimento, que é a recuperação da rede depois de uma interrupção. Ao controlar a pressão em diferentes pontos, conseguimos dar mais velocidade à retomada e, ao mesmo tempo, trabalhar preventivamente para reduzir vazamentos e rompimentos”, explica o gerente executivo de Engenharia da Corsan, Giulio Capestrani.
Monitoramento será feito de forma remota
Os boosters são conjuntos de bombeamento de pequeno e médio porte instalados ao longo das redes de distribuição. Para definir os locais de instalação, a Corsan considera indicadores operacionais, histórico de ocorrências, modelagem hidráulica e simulações digitais.
A operação será monitorada remotamente por meio de telemetria pelo Centro de Operações Integradas (COI), em Porto Alegre. O sistema permitirá acompanhar o comportamento das redes e realizar ajustes conforme a necessidade.
Segundo Capestrani, o controle da pressão também amplia a capacidade de prevenção de problemas. “Pressão é uma das variáveis que mais influenciam a vida útil de uma rede. Quando conseguimos administrá-la ao longo do sistema, deixamos de atuar somente depois que um rompimento ocorre e ampliamos nossa capacidade de prevenção. É uma mudança na forma de operar a distribuição de água”, afirma.
Os equipamentos atuarão em aproximadamente 2,7 mil quilômetros de tubulações. A expectativa é que a redução de rompimentos também diminua a necessidade de escavações e intervenções para reparos, reduzindo impactos no trânsito e na rotina da população.
O projeto começou a ser estruturado após a privatização da Corsan, em 2023, a partir de estudos sobre o comportamento das redes e dos problemas registrados durante períodos de desabastecimento. A companhia desenvolveu internamente a metodologia de priorização, os estudos hidráulicos, os critérios de dimensionamento e a estratégia de operação.
Além disso, foram criados dois modelos próprios de boosters de pequeno porte, que serão utilizados em 180 dos 209 pontos previstos.
O que muda para a população
Com a instalação dos equipamentos, a Corsan prevê:
- recuperação mais rápida do abastecimento após interrupções;
- redução de vazamentos e rompimentos;
- maior estabilidade na pressão da água;
- melhoria do abastecimento em regiões altas e distantes;
- redução do desperdício de água tratada;
- menos intervenções de manutenção nas ruas;
- maior capacidade de resposta durante períodos de alto consumo, principalmente no verão.
Municípios contemplados
Entre as cidades que receberão os equipamentos estão Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Canoas, Viamão, Guaíba, Esteio, Sapucaia do Sul, Torres, Tramandaí, Santa Maria, Passo Fundo, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Erechim, Santa Cruz do Sul, São Borja, Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, entre outras.







