Convenções oficializam Miki e Maurício para a reeleição em Cachoeirinha

Cinco partidos estarão ao lado do PSB e MDB em busca de mais quatro anos de mandato
Cachoeirinha – Agora é oficial: Miki Breier e Maurício Medeiros vão repetir a dobradinha na busca do voto por mais quatro anos de mandato. O PSB e MDB realizaram suas convenções nesta quinta-feira (3) e contarão com mais cinco partidos na aliança – PDT, Solidariedade, PSD, Avante e PV. É a metade da coligação de 2016 que ajudou a dupla a conquistar 57,77% os votos válidos.
A redução não é uma preocupação para Miki que entende ser dos partidos a decisão de escolherem novos caminhos. Ao lado de Medeiros, o candidato do PSB encontrou neste primeiro mandato uma prefeitura na sua maior crise financeira da história recente de Cachoeirinha.
Somente com a folha de pagamento, conforme dados do Tribunal de Contas do Estado, 77,67 da receita corrente líquida estava comprometida com o funcionalismo. Diversas medidas tiveram que ser adotadas para tentar colocar a Prefeitura dentro do limite exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal algo necessário, por exemplo, para permitir a contratação de empréstimos para investimentos.
Na reforma administrativa, através de lei, diminuiu o número de secretarias de 19 para 12 e cortou 47 cargos em comissão. O funcionalismo não deixou de ser atingido por ajustes, o que gerou um dos maiores desgastes logo no início da gestão. Estas medidas, aliadas a revisão de contratos, cortes de despesas e busca de alternativas para aumentar a receita, foram se refletindo aos poucos no comprometimento da receita. No primeiro ano, o comprometimento da corrente líquida fechou em 64,62% com gastos de pessoal. No ano seguinte o percentual caiu para 60,66 e no ano passado fechou em 56,14%.
Faltava pouco para fechar o último ano dentro do limite, mas veio a pandemia e mudou o quadro. O projeto de deixar a casa arrumada para transformar Cachoeirinha em um canteiro de obras no segundo mandato, a exemplo do que Marco Alba fez em Gravataí, ficará incompleto neste ponto do comprometimento da receita. Apesar das dificuldades, Miki tem destacado que seu Governo conseguiu fazer o que chama de entregas.
Recuperou muitos recursos de emendas parlamentares e de outros projetos com financiamento da União deixados pela metade na gestão anterior. A UPA é um exemplo. Enquanto muitos municípios desistiam do projeto pelo altos custos envolvidos na manutenção, a obra foi concluída.
“A gente fica muito honrado com a decisão de sete partidos de apoiarem a nossa chapa”, destaca Miki, salientando que a perda de apoio se deve “enfrentamentos e discussões em um governo marcado por algumas mudanças importantes”. “Mantivemos uma importante aliança que vai nos dar um exército de vereadores e vereadores que estarão defendendo esse projeto de transformação da cidade”, afirma.
A nova forma de governar fez Miki perder apoio ao longo do mandato, especialmente de vereadores que passaram a ter um tratamento diferente. Dos 17 que eram da base governista, oito acabaram saindo do Governo. “Entendemos que alguns partidos escolheram seu caminho. Isso é natural. É importante lembrar que alguns que estão concorrendo contra nós estavam no Governo, inclusive tendo secretário no primeiro ano. A gente entende e sabe que são contextos da política”, pondera.
Para Miki, a repetição da chapa, a exemplo do que Vicente Pires e Gilson Nunes fizeram em 2012, é sinônimo de parceria e lealdade. “O Maurício tem sido um vice parceiro e acreditamos que é importante manter essa unidade”.
Sobre as dificuldades que vai enfrentar no segundo mandato, se reeleito, Miki lembra que “estava organizando a casa e equilibrando as finanças e aí veio a pandemia”. “Nós vamos ter uma queda importante [na receita], mas é um problema que todos os municípios do brasil vão ter que enfrentar”, afirma.
“O desafio é atrair novos investimentos, seguir enxugando a máquina, é criar linhas de financiamento para micro empreendedores e pequenas empresas, incentivar a indústria e o comércio local. Esse vai ser o grande desafio. Eu acredito em uma cidade que pode estar enxuta e se desenvolvendo e pensando no futuro. Equilibrando a questão da Lei da Responsabilidade Fiscal vamos poder fazer financiamentos que nos permitam fazer obras importantes que a cidade espera já há muito tempo. Ficamos contentes [com os resultados da convenções] e vamos agora conquistar os votos para , se Deus quiser, seguir o projeto que estamos capitaneando para melhorar a cidade”, destaca Miki.





