Contratações diminuem e demissões aumentam em Cachoeirinha - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Queda no emprego é reflexo da pandemia - Foto: Roque Lopes/oreporter.net

Contratações diminuem e demissões aumentam em Cachoeirinha

Reflexos da pandemia no mercado de trabalho são mostrados pelas estatísticas do CAGED com base em dados informados pelas empresas

Cachoeirinha – O número de contratações pelas empresas de Cachoeirinha caiu durante a pandemia e o de demissões aumentou. É o que mostram as estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério da Economia. Os dados de abril, últimos disponíveis, mostram que as empresas contrataram 757 pessoas e demitiram 1.851 trabalhadores. Foram encerrados no período 1.094 postos de trabalho.

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A comparação com os números de abril do ano passado mostra uma queda de 52,24% no número de contratações. Na época, foram empregadas 1.449 pessoas. Já o número de demissões aumentou 28% no comparativo entre os dois meses. No ano passado, foram 1.331 desligamentos. O saldo em 2019 foi positivo com 118 pessoas empregadas.

Cachoeirinha iniciou 2020 com um estoque de 34.992 vagas de trabalho com carteira assinada. Em janeiro e fevereiro, o saldo entre admissões e demissões foi positivo. Foram 194 vagas a mais em janeiro e 134 em fevereiro. Já em março, quando começaram a ser adotadas as medidas restritivas de enfrentamento ao novo coronavírus, o saldo passou a ser negativo na comparação entre admissões e demissões. Foram encerrados 204 vagas com registro em carteira.

Os dados de Cachoeirinha seguem o que acontece no Brasil. Em abril, as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação com abril de 2019. O secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse que o resultado reflete os efeitos da pandemia da covid-19 na economia brasileira.

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“É um número duro, que reflete a realidade de pandemia que vivemos, mas que traz algo positivo. Demonstra que o Brasil está conseguindo preservar emprego e renda. No entanto, pelos mesmos motivos de pandemia, não estamos conseguindo manter a contratação que mantínhamos outrora”, disse, acrescentando que na comparação com outros países, o Brasil está em situação melhor. “Os Estados Unidos estão com mais de 35 milhões de pedidos de seguro desemprego e o Brasil está chegando ao número de 860.500 desempregados. Isso demonstra a efetividade das medidas conduzidas pelo governo”.

Serviços fecham mais postos de trabalho

A principal atividade econômica que mais caiu em abril foi a de serviços. Foram contratadas 395 pessoas e demitidas 810, representando o encerramento de 415 postos de trabalho. Em segundo lugar aparece a indústria com o fechamento de 265 vagas. Depois vem o comércio, que fechou 237 postos de trabalho em abril.

Mudanças nas estatísticas

É a primeira divulgação do Caged após o preenchimento de informações da base de dados passar para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Com a mudança, o cumprimento de 13 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas fica centralizado em um só sistema.

Uma inovação do Caged é o agrupamento de setores da economia. Até dezembro passado, eram oito: comércio, serviços industriais de utilidade Pública (SIUP), extrativa mineral, administração pública, agropecuária, construção civil, indústria de transformação e serviços.

Com a reformulação do Caged, os dados estarão na mesma divisão feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: comércio, serviços, indústria geral, construção civil e agricultura. No intervalo de janeiro a abril de 2020, a agricultura teve saldo positivo de 10.032 empregos, resultado de 275.464 contratações e 265.432 demissões. O resultado da construção civil ficou negativo em 21.837. Comércio teve saldo negativo de 342.748, serviços resultado negativo de 280.716 e indústria também negativo, em 127.886.

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