Gravataí

Conselho Saúde promove seminário “Saúde Mulher Contemporânea”

Com a presença de cerca de 120 pessoas, evento abordou temáticas voltadas aos cuidados com a população feminina, como saúde mental, saúde da mulher trabalhadora e saúde sexual

Gravataí – O Conselho Municipal de Saúde (CMS), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e com o apoio do Sindilojas, realizou nesta terça-feira (26), o seminário “Ouça, Pense e Dance – a Saúde da Mulher Contemporânea”. Com a presença de mais de 120 pessoas, o evento alusivo ao Março Lilás abordou temáticas voltadas aos cuidados com a população feminina, como saúde mental, saúde da mulher trabalhadora e saúde sexual.

Karen Soto, segunda vice-presidente do CMS, deu as boas-vindas aos presentes na abertura do seminário, lembrando a importância de espaços como o do seminário para o avanço de políticas públicas voltadas à saúde da mulher. Sentimento partilhado pela representante do Conselho do Direito das Mulheres, Adelaide Klein. “Esse é mais um momento para cuidar de nós”, enfatizou.

“Neste mês, realizamos diversas ações em prol das mulheres. Precisamos que elas sejam acolhidas e ouvidas e que a gente discuta e converse sobre o que pensamos, a exemplo de seminários como este, ocupando cargos e falando sobre as mulheres e os direitos humanos”, disse a secretária municipal da Mulher e Direitos Humanos (SMDH), Analu Sônego. 

Também representando a Prefeitura de Gravataí, estavam a primeira-dama Marlene Zaffalon e as secretarias municipais da Educação (Smed), Aurelise Braun, e de Inovação, Ciência e Tecnologia (Smict), Selma Fraga, que discursaram sobre os avanços e os desafios para as mulheres nas áreas educacionais e tecnológicas, respectivamente.

Também presente, a vereadora Anna Beatriz lembrou que, embora Gravataí tenha 52% do eleitorado composto por mulheres, a Câmara Municipal de Vereadores possui apenas duas vereadoras – de um total de 21 representantes do Poder Legislativo do município. Durante sua fala, Anna enfatizou a importância da criação da Procuradoria Especial da Mulher, órgão independente no âmbito da Câmara de Vereadores que tem como propósitos centrais  defender e promover a igualdade de gênero, autonomia, empoderamento e representação das mulheres, além de combater todas as formas de discriminação e violência contra mulheres e meninas.

“Mesmo sendo maioria em alguns espaços, ainda somos menosprezadas pelo simples fato de sermos mulheres. Precisamos, cada vez mais, garantir nossos espaços. Sejamos sempre mulheres que apoiam todas”, reforçou Lúcia Rubleski, representando o Conselho Estadual de Saúde.

A empresária e coordenadora do SindiMulher, Cerli Dulce Dal Santo, reiterou a importância dos direitos das mulheres adquiridos ao longo dos anos. “O Sindilojas apoia 100% a causa desse seminário”, defendeu, lembrando que essas ações voltadas aos cuidados com a mulher devem ser realizadas durante o ano inteiro.

Três painéis foram trabalhados ao longo do dia: Painel Pense, Painel Dance e Painel Ouça. O primeiro, voltado à saúde da mulher trabalhadora, teve como palestrantes a professora de educação física Thaty Energia e a médica do trabalho do Cerest Vale de Gravataí e Bons Ventos, Camila Valer. 

“Atualmente, as mulheres estão em todos os ambientes, alcançando o setor que elas quiserem. Ainda assim, existem locais com diferença salarial de homens e mulheres pelo mesmo cargo ocupado, por exemplo”, disse Camila. A médica ainda tratou sobre as diversas transformações demográficas, culturais e sociais apresentadas ao público feminino, tais como a queda na taxa de fecundidade, a expansão da escolaridade das mulheres e o envelhecimento da população – que impactaram, impactam e devem impactar o modo de vida delas nos próximos anos.   

O segundo painel abordou a saúde mental da mulher, com a participação de Lu Bento e da psicóloga analista junguiana Kátia Ferreira, além da reprodução do filme “Hoje eu Ganhei Flores”, da cineasta Jakinha Santarem. Por fim, o terceiro painel foi voltado à saúde sexual da mulher, ministrado pela fisioterapeuta pélvica Vanessa Michel e pela psicóloga, sexóloga e educadora sexual Fernanda Oliveira. 

À tarde, a facilitadora Ana Muller também realizou um teatro playback, envolvendo práticas sistêmicas de psicologia, saúde e educação, bem como trabalhando temáticas voltadas à percepção da violência contra a mulher.

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