Confirmada transmissão comunitária da variante de Manaus em Porto Alegre

Variante brasileira do novo coronavírus é considerada até 2,2 vezes mais transmissível do que as outras
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande Sul e a Diretoria de Vigilância em Saúde de Porto Alegre declaram transmissão comunitária em Porto Alegre da Variante de Atenção P.1. do SARS-CoV2. A identificação ocorreu em parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os dados são oriundos de um projeto de pesquisa com objetivo de descrever o perfil genômico de amostras sequenciadas pelo laboratório da instituição.
Foram identificados 21 casos de pessoas residentes em Porto Alegre com a nova variante. Em 13 dos 21 casos não foi possível estabelecer contato com pessoas que tenham viajado para localidades específicas – caracterizando a transmissão comunitária.
A transmissão é considerada comunitária quando não é possível rastrear a origem da infecção, indicando que o vírus já circula entre as pessoas daquela região, definindo a transmissão comunitária no município de Porto Alegre.
Em 5 casos, a investigação preliminar identificou relação com pessoas vindas de locais com circulação de P.1. Os demais 3 casos, munícipes de Porto Alegre, seguem em investigação quanto à fonte de infecção.
Os dados da pesquisa também relatam outros 4 exames com sequenciamento genômicos para P.1. que permanecem em investigação.
A variante P.1. é considerada até 2,2 vezes mais transmissível que as demais do novo coronavírus e foi identificada pela primeira vez em Manaus, no Amazonas. Um estudo do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo e Universidade de Oxford foi realizado com base na análise genômica de 184 amotras de pacientes diagnosticados com a Covid-19 em um laboratório de Manaus entre novembro de 2020 e janeiro de 2021.
Conforme os pesquisadores, a variante P.1. tem uma transmissão de 1,4 a 2,2 vezes maior que as linhagens anteriores do novo coronavírus. Ela seria também seria capaz de driblar o sistema imunológico e causar uma nova infecção em quem já teve a Covid-19.





