Conesul causa caos na coleta do lixo. Prefeitura resolve - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Lixo ficou acumulado pelas ruas - Fotos: Divulgação

Conesul causa caos na coleta do lixo. Prefeitura resolve

Alguns contêineres foram retirados antes do prazo e coleta deixou de ser realizada gerando transtornos para a população

Cachoeirinha – Muitas ruas de Cachoeirinha tiveram nos últimos dias um acúmulo de lixo em virtude da coleta automatizada não ter sido realizada pela Conesul. Além disso, 19 contêineres foram retirados de três vias, entre elas a avenida Flores da Cunha. O resultado foi contêineres lotados, lixo depositado ao lado deles pela população e também nas calçadas.

O problema todo iniciou com a decisão da Prefeitura de cancelar o contrato de prestação de serviços tendo em vista que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) considerou irregular a realização de uma Parceria Público-Privada (PPP). A renovação do contrato por mais um ano estava condicionada a realização da PPP cujo processo seria aberto para empresas interessadas em prestar o serviço. Como o TCE determinou o cancelamento da PPP, o contrato perdeu seu objeto e foi cancelado pela Prefeitura.

EPPO usa contêineres de plástico e pretos

A solução para a cidade não ficar sem a coleta de lixo automatizada foi a contratação emergencial de outra empresa, a paulista EPPO. A Conesul deveria retirar seus 959  contêineres das ruas, segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos, Brinaldo Mesquita, no dia 23 de setembro e até lá manter a coleta. No seu site, contudo, a Prefeitura informa que a data para a interrupção do serviço é 28 de setembro.

O problema começou quando a empresa retirou 19 equipamentos no último dia 5 de setembro e parou de fazer o recolhimento do lixo. A falta de coleta não é uma novidade. A Prefeitura atrasa os pagamentos e a empresa alegou nas outras vezes que sem o dinheiro não tem como pagar o aterro sanitário e por isso deixa de fazer o recolhimento.

Desde segunda-feira, segundo Brinaldo, a Prefeitura acionou a empresa Urban, que faz a coleta manual, para fazer um trabalho emergencial em diversos bairros. Nas fotos postadas no perfil do secretário no Facebook, contudo, os recolhedores trabalham com uniforme da SKM, outra empresa que presta serviço para a Prefeitura, mas na área de capina e varrição, entre outras atividades.

Nesta quarta-feira (11), Brinaldo explicou para a reportagem que houve um entendimento com a Conesul. “Ela retomou a coleta e vai retirar os 940 contêineres no dia 23”, afirma.

Independentemente disso, conforme o secretário, o prefeito Miki Breier determinou que a empresa EPPO, que vai cumprir um contrato emergencial de 180 dias até que a nova licitação seja realizada, já comece a colocar seus contêineres nos locais que ficaram sem. No pátio da secretaria de Infraestrutura já estão 250 equipamentos.

Com a Conesul, segundo a secretária de Modernização Administrativa e Gestão de Pessoas, Aline Mello, a Prefeitura vinha gastando R$ 1,3 milhão por mês. Com a nova, haverá uma redução de R$ 300 mil mensais. A EPPO disponibilizará, conforme o secretário de Governança e Gestão, Gilson Stuart, 1,6 mil contêineres. Nem todos irão para as ruas, já que parte é destinada para a reposição dos equipamentos que apresentam defeito e outra fica disponível para ações pontuais ou ampliação do serviço.

Stuart revela que a EPPO é uma das líderes no mercado nacional e tem como diferencial o trabalho educativo que realiza, especialmente nas escolas. O objetivo é conscientizar os jovens sobre a importância da separação do lixo e também sobre o que deve e não deve ser descartado nos contêineres. Móveis velhos, por exemplo, não podem ser colocados ao lado dos equipamentos. Para isso, a Prefeitura disponibiliza dois Ecopontos, um localizado atrás do shopping e outra próximo à Arena do Cruzeiro, na Granja Esperança.

A reportagem tentou contato com a Conesul nesta terça e quarta-feira. A pessoa responsável para falar pela empresa não foi localizada em nenhuma das oportunidades. Na Justiça, a Conesul ajuizou uma ação no último dia 6 contra a Prefeitura alegando dano iminente e irreparável. O processo está pronto para despacho e não é possível saber se ele trata do atraso nos pagamentos ou cancelamento do contrato.

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