Comando da BM retira de Gravataí a investigação do caso da costureira e angolano - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Dorildes e Gilberto em Tramandaí - Foto: Álbum Pessoal

Comando da BM retira de Gravataí a investigação do caso da costureira e angolano

Casal de amigos estava em um carro de aplicativo dirigido por foragido e acabou baleado. Ela morreu dias depois e ele ficou preso 12 dias

Gravataí – O Comando Geral da Brigada Militar retirou do 17º Batalhão de Polícia Militar de Gravataí o Inquérito Policial Militar (IPM) aberto no dia 18 de maio para investigar as circunstâncias da abordagem a um foragido que acabou com a morte de uma pessoa e outra ferida. A costureira Dorildes Laurindo , 56 anos, moradora de Cachoeirinha, e o angolano  Gilberto Andrade de Casta Almeida, 26 anos, residente em Goiás, estavam em um carro de aplicativo dirigido por um foragido.

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Na abordagem em Gravataí, eles foram alvejados com 35 tiros. Dorildes estava internada no Hospital Dom João Becker e ficaria paraplégica. Ela levou quatro tiros e acabou tendo morte encefálica na última terça-feira. O angolano, que também levou quatro tiros, ficou internado e depois preso até que a Polícia Civil concluiu que não era dele o revólver encontrado no veículo.

A explicação para a retirada da investigação de Gravataí é a busca pela maior isenção possível, conforme nota do comando da BM. O trabalho será conduzido pela corregedoria da corporação, sem que haja envolvimento de conhecidos dos três brigadianos que participaram da ocorrência.

A decisão foi tomada um dia depois de a Rádio Gaúcha revelar que um dos policiais militares já teve uma condenação por agressões em abordagens e responde a dois processos. O Comando Regional da Brigada Militar havia dito que os três envolvidos na ocorrência não tinham outros problemas semelhantes e seriam ótimos.

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O soldado Regis Souza de Moura, 35 anos e há 11 na BM, foi condenado pela Justiça Militar em março deste ano a sete meses de prisão por invasão de domicílio e agressão contra um adolescente em uma abordagem em 2016 em Gravataí. Ele recorreu da decisão.

Nos outros dois casos, com denúncia do Ministério Público,  ele é acusado de lesão corporal praticada em abordagens, também em Gravataí. Os relatos , em todos os casos, são semelhantes. Ele agiria com socos e chutes, além de ofensas.

O Ministério Público acompanha o caso da morte da costureira e prisão do angolano e até o momento não encontrou indícios materiais de que tiros do veículo de aplicativo foram disparados contra a guarnição da BM, justificando os tiros disparados pelos policiais.

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