Centro Covid: entenda quando procurar o hospital de campanha - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Ala de internação tem 27 leitos, sendo 8 UTIs - Foto: Paulo Bressan/Especial/oreporter.net

Centro Covid: entenda quando procurar o hospital de campanha

Estrutura no Ginásio da Fátima reabriu como um centro especializado Covid para o atendimento de pacientes com sintomas gripais

Cachoeirinha – Depois de ficar fechada desde o último sábado para uma readequação, o hospital de campanha instalado no Ginásio da Fátima, reabriu às 19 horas deste sexta-feira (31) com uma nova função: passou a ser um centro de referência Covid. Isto significa que pacientes que apresentarem sintomas gripais, como febre, tosse, dor de garganta e perda de paladar, entre outros, não precisam mais procurar as unidades de saúde e a UPA.

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Na estrutura no Ginásio da Fátima foi criado um Pronto Atendimento 24 horas isolado da área de internação, onde estão as UTIs com respiradores. Conforme o secretário interino da Saúde, Lisandro Zwiernik, o centro de referência vai proporcionar aos pacientes um atendimento mais rápido e desafogar a UPA, permitindo que ela fique à disposição da comunidade para os outros tipos de doenças.

A estrutura Covid montada na UPA, com container e barraca, será desativada em duas semanas. As unidades de saúde, incluindo a UPA, ainda continuarão atendendo pacientes com sintomas gripais, mas a recomendação é para que as pessoas procurem o centro especializado.

“É importante isto porque no hospital de campanha temos um atendimento exclusivo para pacientes com sintomas gripais. Ali, temos leitos com oxigênio, raio-x e também podem ser providenciados exames conforme a indicação médica”, afirma. Além disso, para casos mais graves, existem oito UTIs equipadas com respiradores.

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O hospital de campanha, conforme sua definição, é um local de passagem. Isto significa que ela serve para o primeiro atendimento e em caso de o paciente apresentar complicações em decorrência de outras doenças ou até mesmo de um quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave, uma transferência para um hospital permanente é tratada pela equipe médica. O hospital de destino é definido pela regulação da secretaria estadual da Saúde com base na disponibilidade de leitos dentro do sistema SUS, independentemente da cidade.

Com a readequação, foi criada uma recepção para a triagem e salas de atendimento médico. Se a pessoa precisar ser medicada no local, será levada para a área que tem 13 leitos com oxigênio e 16 camas auxiliares. No local ainda está instalado um equipamento de raio-x locado. Testes de Covid também serão aplicados no local.

O secretário interino explica que a equipe médica é a responsável por avaliar se o exame deve ou não ser feito. Tudo dependerá dos sintomas e histórico da pessoa. Zwiernik salienta que os testes, o rápido ou o PCR, não são aplicados imediatamante só porque uma pessoa entende que seja necessário.

Tudo, segundo ele, depende de quantos dias o paciente apresenta os sintomas. Se um teste for aplicado fora do prazo definido por especialistas poderá ter como resultado o chamado falso negativo, ou seja, a pessoa não tem Covid, mas na verdade pode ter.

Para os casos mais graves, o hospital de campanha continua tendo internações. A ala conta com 12 leitos sendo oito de UTI e, portanto, com respiradores. Há ainda 15 camas auxiliares. A internação somente ocorre mediante avaliação médica e caso o paciente apresente outras doenças, as chamadas comorbidades, poderá ser transferido para outro município dependendo da avaliação da equipe médica.

O mesmo pode ocorrer se ele tiver um quadro respiratório agravado, podendo comprometer outros órgãos. O hospital de campanha é considerado de passagem e não tem a complexidade de um hospital permanente para atender casos muito graves que requerem uma atenção maior, especialmente para quem tem outras doenças ou evolua para um problema renal, por exemplo.

Na readequação, além da criação das alas, todo o espaço ganhou um teto com estrutura igual a utilizada em feiras e ventos. Sobre a estrutura foi colocada uma lona. Conforme o secretário, com um teto a climatização do ambiente fica melhor e também evita que camas sejam molhadas pela queda de pingos de água do telhado de zinco do ginásio, que ocorre mediante certas condições climáticas.

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