Caso SKM: envolvido no escândalo tem R$ 20,2 milhões bloqueados - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Operação foi realizada no dia 1º de junho - Foto: Divulgação/MPRS/Arquivo

Caso SKM: envolvido no escândalo tem R$ 20,2 milhões bloqueados

Documento de instituição financeira vazou e passou a circular em redes sociais durante o final de semana

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Cachoeirinha – Um documento do processo que investiga irregularidades na contratação da SKM Empreendimentos Imobiliários e Serviços Urbanos vazou e passou a circular pelo Whastapp no final de semana. Ele aponta o bloqueio de R$ 20.234.401,02 de um dos acusados em possíveis irregularidades no contrato com a empresa que era a responsável pelos serviços de capina, varrição de ruas e limpeza de praças, entre outros.

A reportagem fez a checagem do documento, que é uma imagem extraída do processo que corre em segredo de justiça, e seus elementos indicam ser verdadeiro. Como somente os envolvidos têm acesso ao processo, é possível que um deles tenha vazado o comunicado da PortoCred Financeira sobre o bloqueio determinado pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS.

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O ofício tem a numeração manual de 212 indicando a página do processo e o registro do protocolo feito na máquina do TJ bate com dados da movimentação processual, que é pública. Ele foi protocolado no dia 2 de junho deste ano às 15h12min.

O bloqueio, necessariamente, não significa que o dinheiro esteja relacionado a desvio de recursos do contrato com a SKM. Nos bastidores circula a informação de que a origem seria de economias e fruto de herança. A reportagem ainda não conseguiu localizar o acusado ou seus advogados e por esse motivo o nome não está sendo revelado. Nesta operação, o prefeito Miki Breier teve R$ 20,5 mil apreendidos em sua casa. Bens dos envolvidos também foram bloqueados por decisão judicial.

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A Operação Proximidade foi realizada no dia 1 de junho em investigação do Ministério Público no contrato com a SKM. A empresa, desde a primeira contratação em 2017 até a interrupção do contrato por decisão da 4ª Câmara Criminal, recebeu cerca de R$ 55 milhões da prefeitura. Na Operação Proximidade, é investigada a ocorrência de crimes de corrupção ativa e passiva, responsabilidade, desvio de verbas públicas, dispensa indevida de licitação, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As evidências são de que tenha ocorrido desvio milionário de renda pública, estimado, aproximadamente, em 45% dos valores contratados para arcar com os serviços de limpeza urbana, conservação e manutenção de próprios e logradouros públicos e terceirização de serviços a partir do ano de 2017.

Confira o documento:

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