Casal que produz cucas e pães viu suas vendas caírem 50% na quarentena - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Casal é conhecido pelas cucas deliciosas que produzem - Foto: Arquivo Pessoal

Casal que produz cucas e pães viu suas vendas caírem 50% na quarentena

Edegar Woltmann é contra o fechamento do comércio e explica o porquê

Cachoeirinha – Conhecidos pelas deliciosas cucas recheadas que produzem e comercializam de porta em porta pela cidade, o casal, Edegar Woltmann, 53 anos, e Clarice Woltmann, 42, estão em Cachoeirinha há 20 anos. Naturais de Giruá, na região das Missões, eles residem no bairro Princesa Isabel, e têm um filho, Ismael, de 22 anos.

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Em 2002, a esposa começou a produzir cucas e pães caseiros. Na época, o marido ainda trabalhava como vendedor autônomo. Mas em 2005, com o retorno positivo das vendas, Edegar decidiu se dedicar apenas aos produtos feitos pela mulher. O casal se dividia da seguinte forma: Clarice produzia cerca de 70 unidades diárias, entre cucas e pães e vendia no interior dos bairros, enquanto Edegar se empenhava em oferecer nos comércios em Cachoeirinha.

A rotina do casal mudou com a chegada da pandemia. “Em março, com o comércio fechado, acabei ficando quatro semanas parado em casa, mas a minha esposa continuou com as vendas de porta em porta. Nesse tempo, aproveitei para fazer algumas reformas em casa que eram necessárias. As vendas caíram pela metade e a produção também”, conta Edegar.

Com a flexibilização do comércio, o vendedor vê melhora nos rendimentos . “Hoje já consigo sair e encontrar lojas abertas, o que já aumentou um pouco as vendas. Também estamos nos esforçando mais para conseguir vender, minha esposa está atendendo uma área maior também para compensar as perdas. Fazemos toda Cachoeirinha eu e ela, e tem um dia da semana que vou para Gravataí”.

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Edegar explica que é contra o fechamento do comércio. “Vejo que a transmissão do vírus é mais entre grupos que não se cuidam, não usam máscara, se abraçam, vão em festas, transmitem para os de casa. Acredito que o comércio não é o vilão, pois tendo todo o cuidado, é muito mais difícil a transmissão, já que as pessoas não estão tão próximas e se tocando. Andando pelos bairros de Cachoeirinha, vejo grupos de até 30 pessoas tomando cerveja na rua sem máscaras, vejo adolescentes reunidos sem preocupação e que acabam levando o vírus para dentro de casa onde não há essa separação. Mandar fechar o comércio está trazendo desemprego e gera violência”, desabafa.

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