Campanha Julho Turquesa alerta sobre o olho seco
A iniciativa visa ampliar a conscientização da população sobre a condição, seus sintomas, causas, formas de prevenção e impactos na saúde ocular.

Durante o mês da campanha Julho Turquesa, profissionais de saúde reforçam a importância do diagnóstico e do tratamento da Síndrome do Olho Seco. A iniciativa visa ampliar a conscientização da população sobre a condição, seus sintomas, causas, formas de prevenção e impactos na saúde ocular.
Olhos vermelhos, ardência, sensação de areia, secura, lacrimejamento e visão borrada no final do dia estão entre os principais sintomas da Síndrome do Olho Seco. De acordo com a Dra. Myrna Serapião, oftalmologista especializada em doenças da superfície ocular e diretora médica da Rede Vision One, muitas pessoas convivem com a síndrome sem saber que estão com o problema.
“Atualmente, estima-se que cerca de 20 milhões de brasileiros tenham diagnóstico da Síndrome do Olho Seco. Quando não tratada, a condição pode provocar danos à superfície ocular e, em determinadas situações, comprometer a visão”, afirma a médica.
A síndrome está relacionada a uma disfunção na produção ou na qualidade do filme lacrimal, estrutura responsável por proteger e lubrificar os olhos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o número de mulheres afetadas é três vezes maior do que o de homens, o que está associado a fatores hormonais que impactam a produção da lágrima ao longo da vida.
Entre os fatores associados ao desenvolvimento da síndrome estão o uso prolongado de lentes de contato, envelhecimento, menopausa, uso contínuo de certos medicamentos, doenças reumatológicas e histórico de queimaduras químicas. Esses elementos contribuem para a diminuição da produção da lágrima.
Além da redução da produção, o problema também pode ocorrer por evaporação acelerada das lágrimas, conhecida como Olho Seco evaporativo. Esse tipo está relacionado ao uso excessivo de telas, baixa umidade relativa do ar, exposição contínua a ambientes com ar-condicionado, poluição atmosférica e à disfunção meibomiana — alteração nas glândulas responsáveis pela produção da oleosidade que evita a evaporação precoce do filme lacrimal.
Segundo a Dra. Myrna, a atenção aos sintomas e a busca por atendimento especializado são fundamentais para evitar agravamentos. O tratamento é realizado com o uso de colírios lubrificantes (lágrimas artificiais), que devem ser aplicados várias vezes ao longo do dia, conforme orientação médica. Em casos crônicos, o cuidado deve ser contínuo ou ajustado conforme a evolução clínica.
A médica também orienta sobre medidas preventivas que podem ser adotadas por qualquer pessoa, com ou sem sintomas. As recomendações incluem pausas visuais a cada 20 minutos durante o uso de telas, piscar com frequência para lubrificar os olhos após esforço visual, manter a hidratação adequada por meio do consumo regular de água e evitar ambientes com ar-condicionado ou baixa umidade. Em dias secos, o uso de umidificadores ou a colocação de recipientes com água nos ambientes pode auxiliar na melhora da umidade local.
Outra medida preventiva destacada pela oftalmologista é a realização de consultas oftalmológicas regulares. Segundo ela, mesmo pessoas que não apresentam sintomas devem procurar atendimento pelo menos uma vez ao ano. O check-up oftalmológico permite a identificação precoce de alterações visuais e a adoção de tratamentos adequados antes que o quadro evolua.
A campanha Julho Turquesa segue ao longo do mês com ações de informação em unidades de saúde, consultórios oftalmológicos e redes sociais, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a Síndrome do Olho Seco entre diferentes faixas etárias da população.




