Câmara já tem cópia de denúncia contra Miki no caso SKM - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Câmara de Vereadores - Foto: Roque Lopes/arquivo

Câmara já tem cópia de denúncia contra Miki no caso SKM

Prefeito figura como denunciado pelo Ministério Público em ação originada da Operação Proximidade

Cachoeirinha – A Câmara de Vereadores já tem uma cópia da denúncia contra o prefeito Miki Breier e outros agentes políticos por possíveis irregularidades na contratação da SKM Empreendimentos, empresa que era a responsável pela varrição de ruas, capina e outros serviços. A peça, que teve origem na Operação Proximidade, conteria provas do envolvimento do prefeito com supostas irregularidades no contrato que chegariam a 45% do valor pago à empresa desde 2017. Até ela ser suspensa por 180 dias, a soma paga chega próxima dos R$ 55 milhões.

A denúncia é acompanhada das provas reunidas pelo MP. A presidente da Câmara, Jussara Caçapava, não retornou contato feito pela reportagem. Já o Procurador-Geral da Casa, Rodrigo Silveira, consultado sobre o objetivo de obter a documentação e o que poderia ocorrer a partir do conteúdo dela, disse que será feita uma análise. “Estamos com os documentos desde a semana passada. São mais de mil páginas. Vamos analisar o conteúdo e posteriormente a Mesa Diretora irá decidir o que fazer”.

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Apesar de três vereadores de oposição também já terem a documentação, o conteúdo não foi tornado público. Tanto o Legislativo quanto os parlamentares alegam que o processo ainda corre em segredo de justiça. A Mesa Diretora ainda não decidiu se vai permitir que os demais vereadores da base tenham acesso à denúncia e supostas provas. Os vereadores de oposição, depois do que viram, atestam que há provas do envolvimento do prefeito com um suposto esquema que causou prejuízos aos cofres públicos.

Eles, contudo, não optaram por fazer um novo pedido de impeachment contra o prefeito. Estão tentando uma última assinatura para a abertura de uma CPI para investigar os contratos com as terceirizadas. Além da SKM, as empresas Urban e Eppo, responsáveis pela coleta do lixo, figuram na Operação Ousadia na qual o prefeito foi afastado do cargo por 180 dias. A oposição tem cinco assinaturas e tenta encontrar um vereador da base governista para chegar ao número de seis para abrir a CPI.

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A Justiça já negou o pedido de defesa de Miki para ele retornar ao cargo já que não ofereceria risco para o andamento da investigação na segunda operação. Os advogados também já fizeram a defesa prévia rebatendo as acusações constantes na denúncia e sustentando que o prefeito não teria nenhum envolvimento com o caso da SKM. Resta agora uma decisão da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça se aceita a denúncia transformando Miki em réu ou se o considera inocente das acusações.

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