Câmara aprova lei que obriga divulgação das filas de consultas, exames e cirurgias - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Projeto mais importante da Sessão - Foto: Arquivo

Câmara aprova lei que obriga divulgação das filas de consultas, exames e cirurgias

Prefeitura de Cachoeirinha, conforme o projeto, terá que divulgar listagens em seu site para que pacientes possam acompanhar como a fila está andando

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Cachoeirinha – A prefeitura terá que divulgar em seu site a lista de pacientes que estão nas filas no aguardo de consultas, exames e cirurgias. Isto é o que define um projeto de lei do vereador Gelson Braga aprovado por unanimidade na Sessão da última terça-feira (20) da Câmara de Vereadores.

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O projeto segue agora para a análise do Executivo e sendo sancionado os pacientes poderão acompanhar como as filas andam. A divulgação não trará o nome dos pacientes e sim o número de identificação no SUS. As listagens deverão ser feitas por segmento, ou seja, consultas, exames e cirurgias e outros procedimentos que dependam do Estado devem estar em publicações separadas. A lei precisará ser regulamentada pela prefeitura. Ela não define, por exemplo, com qual periodicidade as listagens devem ser atualizadas.

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Na discussão do projeto, vereadores acabaram ampliando a discussão trazendo ao debate alguns problemas históricos enfrentados pela população, como a longa demora para a realização de procedimentos que dependem da regulação do Estado e o atendimento de traumatologia disponível apenas em Viamão.

O vereador Gilson Stuart citou o caso de um morador do Parque da Matriz que aguarda há quatro meses a marcação de uma cirurgia para remover um câncer em um testículo. “Nós vereadores tínhamos que fazer alguma coisa para esta questão [demora]. Achar alternativa. Tem cidades que conseguem zerar essa fila”, disse. Ele ainda comentou que não aguenta mais uma pessoa quebrar a perna e ter que ir para Viamão.

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Ficar somente falando de problemas, conforme David Almansa, não é mais o caminho. Para ele, os vereadores precisam construir soluções. “Eu vir aqui dizer que não tem traumato todo mundo já sabe. Não dá mais para só apontar problemas e não resolver”, afirmou.

Uma moradora de Cachoeirinha, segundo Mano do Parque, precisa fazer uma ressonância magnética e teve o exame marcado para daqui a quatro anos. Paulinho da Farmácia também comentou que sua mãe aguarda há sete anos para uma cirurgia e que seu avô só teve autorização para uma consulta cinco anos depois de ter morrido.

Uma reunião para estudar o que pode ser feito na área das filas por consultas e exames e ainda para tentar trazer para a cidade ou mais próxima dela o atendimento em traumatologia poderá acontecer na próxima semana. Como vereadores comentaram que o assunto deveria ser discutido para a busca de soluções, o Líder de Governo, Felisberto Xavier, se prontificou a fazer a interlocução com o governo. Ele pediu para que os líderes de bancadas marquem o encontro para a próxima semana.

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