Câmara adia aumento de salário de CCs - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Este aumento é um deboche com a população, disse Barbosa - Foto: Roque Lopes/oreporter.net

Câmara adia aumento de salário de CCs

  • Roque Lopes

O projeto de resolução 03/16 da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Cachoeirinha, que aumenta os vencimentos de alguns Cargos em Comissão (CCs), teve sua votação adiada na sessão do Legislativo desta terça-feira (1). O vereador Marco Barbosa (PSB) usou a tribuna para criticar a proposta que gera uma despesa extra anual ao Legislativo de R$ 70.649,00, conforme cálculos feitos por ele. Segundo o parlamentar, em um momento de crise como esse, onde contribuintes reclamam dos gastos do poder público, a Câmara daria um exemplo negativo para a sociedade. “Este projeto é um deboche com a população”, apontou.

Barbosa pediu ao vereador João Tardetti (PSB) que retirasse o projeto da pauta e que solicitasse ao presidente Edison Cordeiro (PRB) para avaliar melhor a proposta – Tardetti presidiu a sessão já que Cordeiro não pode comparecer por problemas de saúde. O parlamentar aceitou o pedido, adiando a votação. Pela proposta, que altera a Lei 3579 de 25 de maio de 2012, o cargo de Chefe de Gabinete da Presidência do Legislativo é o maior beneficiado. O vencimento do funcionário, hoje em R$ 2.993,00, saltaria para R$ 4.181,24 representando um aumento de 40%. Já o salário do Diretor-Geral da casa teria seu vencimento equiparado ao que ganha o Procurador-Geral, saltando de R$ 5.534,00 para R$ 6.465,28.

Na justificativa da proposta, os vereadores da Mesa Diretora explicam que o  projeto de lei pretende fazer uma reorganização de padrões de vencimentos, bem como reestruturar funções gratificadas. “No tocante aos vencimentos, se encontra a equiparação do vencimento do Diretor-Geral ao vencimento do cargo de Procurador-Geral, ao passo que os Cargos de Chefe de Gabinete da Presidência, Assessor de Comissões e Assessor Jurídico, obtém reenquadramento de vencimento, haja visto a relevância dos cargos, bem como seus requisitos de preenchimento”, justificam. Cabe agora ao presidente do Legislativo, em conjunto com os demais integrantes da Mesa, decidir se mantém ou não o projeto.

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