POLÍCIA

Cachoeirinha tinha braço de organização do golpe da portabilidade

Prejuízo causado ao Banrisul atinge, em apenas sete dos casos identificados, cerca de R$ 310 mil

Cachoeirinha – A 1ª Delegacia de Combate à Corrupção (1ª DECOR), da Divisão Estadual de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCCOR), realizou nos últimos dois dias a Operação 1 Segundo e prendeu três pessoas. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e executadas três medidas restritivas de direitos a acusados que atuavam em Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Cachoeirinha, Parobé, Farroupilha, Bento Gonçalves, Sao Lourenço do Sul, Carlos Barbosa, Montenegro e Tubarão.

Os envolvidos são acusados de estelionato contra a administração pública, tendo em vista que foram identificados diversos casos em que o Banrisul figurou como vítima. Na manhã de segunda-feira (2) foram cumpridas duas prisões preventivas de acusados que já se encontravam recolhidos junto ao sistema prisional gaúcho, bem como uma medida cautelar diversa da prisão, ou seja, restringindo direitos. Neste dia ainda foram cumpridas outras três ordens judiciais de mandados de busca e apreensão nas residências de investigados e em um presídio situado na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Segundo o delegado de polícia Max Otto Ritter, as investigações recaem sobre o já conhecido “golpe da portabilidade” em que a associação criminosa promove abertura de contas bancárias falsas, reencaminhando benefícios de aposentadoria para a instituição financeira vítima que, por sua vez, concedia vultosos empréstimos consignados em nome de pessoas que tinham seus dados indevidamente utilizados pela associação criminosa.

Na manhã desta quarta-feira (4), foram cumpridas duas novas medidas cautelares de restrição de direitos e dois mandados de busca e apreensão pela Divisao Estadual de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro. Uma terceira ordem de prisão preventiva não foi cumprida porque os policiais não encontraram uma investigada com participação destacada na associação criminosa. Ela passou a ser considerada foragida.

As diligências policiais contaram com apoio operacional da Divisão Estadual de Investigações Criminais do Estado de Santa Catarina. Foram apreendidos aparelhos celulares pertencentes a membros da organização, além de documentos que comprovariam o envolvimento dos acusados com o golpe. O prejuízo causado ao Banrisul atinge, em apenas sete dos casos identificados, cerca de R$ 310 mil, havendo outros três crimes tentados já detectados e igualmente sob investigação da delegacia especializada.

Artigos relacionados

error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.