CACHOEIRINHA

Cachoeirinha elimina transmissão do HIV de mãe para filho e receberá certificação

Cachoeirinha será certificada em 2025 pelo ano de 2022, visto que a análise referente encerra-se após cada criança exposta ao HIV completar 18 meses

Cachoeirinha – Nesta segunda-feira, dia 1º, é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), embora a doença ainda seja uma ameaça à saúde pública, os dados dos últimos anos demonstram que houve avanços: desde 2010, novas infecções por HIV caíram 40%; mortes relacionadas à AIDS diminuíram mais da metade; e o acesso ao tratamento está melhorando cada vez mais.

Cachoeirinha também apresenta avanços, graças a ações desenvolvidas pelo SAE – Serviço de Atendimento Especializado, unidade ambulatorial do município, vinculada ao SUS, que oferece atendimento integral a pacientes com doenças infecciosas como HIV/AIDS, hepatites virais, tuberculose e hanseníase, com equipe multidisciplinar para diagnóstico, tratamento, acompanhamento e orientações.

Na próxima quarta-feira, 3, a secretária de Saúde, Bianca Breier, acompanhada da coordenadora da Política de IST, HIV/AIDS, Hepatites Virais e Tuberculose Cristiane Almeida, estará em Brasília para receber a Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical do HIV, concedida pelo Ministério da Saúde. A transmissão vertical se refere à infecção pelo vírus da mãe para o bebê durante a gestação, o parto e a amamentação.

A certificação é concedida aos municípios que comprovem, com base em dados epidemiológicos confiáveis e a avaliação das ações de prevenção desenvolvida. Entre as ações, estão:


  • Testagem de HIV e Sífilis para todas as gestantes no primeiro, terceiro trimestre e no parto;
  • Testagem dos parceiros das gestantes nos mesmos períodos;
  • Monitoramento da realização de consultas de pré-natal, exames e retirada de medicamentos em dia;
  • Qualificação do banco de dados do SINAN – Sistema Nacional de Informação de Notificação de Agravos – gestantes vivendo com HIV e crianças expostas ao HIV;
  • Administração adequada e em tempo oportuno das profilaxias para as gestantes vivendo com HIV e crianças expostas ao HIV;
  • Facilidade de acesso aos exames e às consultas especializadas e ao pré-natal;
  • Realização dos exames de carga viral para o HIV, conforme protocolo, para a gestante vivendo com HIV e a criança exposta.

Segundo Cristiane Almeida, a Certificação mostra o trabalho que já vem sendo desenvolvido há bastante tempo. “Nós não tínhamos nos candidatado ainda à certificação porque tivemos calamidade, pandemia, que dificultaram, mas já temos bons indicadores há alguns anos. É o fruto do trabalho conjunto das unidades de Saúde e do SAE com essas gestantes, para que elas tomem o medicamento, para que não tenham risco de transmissão do HIV pro bebê, e do próprio hospital local, que faz a maioria dos partos das nossas gestantes residentes no município”, revelou ela. 

Cachoeirinha será certificada em 2025 pelo ano de 2022, visto que a análise referente encerra-se após cada criança exposta ao HIV completar 18 meses.

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