Cachoeirinha amplia comorbidades e faz busca ativa para a CoronaVac
Nesta segunda-feira (24) quem tem mais de 18 anos e possui comorbidades pode procurar uma unidade de saúde
Cachoeirinha – A semana começa em Cachoeirinha com a ampliação da faixa etária de imunização do grupo de comorbidades. Quem tem mais de 18 anos e possui alguma doença (veja no final da matéria) elencada na lista definida pelo Ministério da Saúde pode procurar uma das sete unidades de saúde.
A vacinação para gestantes e puérperas continua suspensa. Ainda podem se vacinar grupos anteriores não receberam nenhuma vacina como portadores de deficiência, portadores da síndrome de dow, profissionais de saúde e trabalhadores em educação. A segunda dose para quem tomou a primeira da AstraZeneca também poderá procurar uma unidade de saúde.
Quem for tomar a primeira dose deve levar original de cópia de documento de identidade e comprovante de endereço. Quem tem alguma comorbidade deve apresentar documento que comprove. Já trabalhadores em educação devem levar declaração das escolas e profissionais de saúde algo que comprove o exercício da atividade em Cachoeirinha. Para a segunda dose é necessário apresentar a carteira de vacinação.
Segunda dose da CoronaVac
A secretaria municipal da Saúde está fazendo a busca ativa de pessoas que deveriam tomar a segunda dose até o dia 28 de abril. Somente estas serão vacinadas com as poucas doses que sobraram até que chegue uma nova remessa. Cachoeirinha tem em torno de 3 mil pessoas com a segunda dose atrasada.
Quais são as comorbidades para a vacinação contra a Covid-19?
O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) lista quais são as comorbidades que terão prioridade na imunização. Confira abaixo:
- Diabetes mellitus – Qualquer indivíduo com diabetes
- Pneumopatias crônicas graves – Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática).
- Hipertensão Arterial Resistente (HAR) – HAR= Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos antihipertensivos.
- Hipertensão arterial estágio 3 – PA sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade.
- Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade – PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade.
- Insuficiência cardíaca (IC) – IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association.
- Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar – Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária.
- Cardiopatia hipertensiva – Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo).
- Síndromes coronarianas – Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras).
- Valvopatias – Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras).
- Miocardiopatias e Pericardiopatias – Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática.
- Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas – Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos.
- Arritmias cardíacas – Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras).
- Cardiopatias congênita no adulto – Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico.
- Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados – Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência).
- Doença cerebrovascular – Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular.
- Doença renal crônica – Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica.
- Imunossuprimidos – Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV e CD4 <350 células/mm3; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas.
- Anemia falciforme – Anemia falciforme
- Obesidade mórbida – Índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40.
- Síndrome de down – Trissomia do cromossomo 21.
- Cirrose hepática – Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C.





