COVID

Cachoeirinha abre cadastro para aplicar vacina da Pfizer

Imunizante exige mais detalhes na preparação das doses e deve ser aplicado rapidamente para ser evitado desperdício

Cachoeirinha – A secretaria municipal da Saúde de Cachoeirinha divulgou nesta quarta-feira (26) como vai funcionar a aplicação da vacina da Pfizer distribuída pela secretaria estadual da Saúde. As pessoas que se enquadrarem nas exigências protocolares deverão enviar um e-mail com seus dados e aguardar o contato da equipe responsável pela imunização sobre o dia e horário que deverão se deslocar até o local da aplicação.

Para esta vacina, as gestantes e puérperas com mais de 18 anos com ou sem comorbidades poderão ser imunizadas, mas é obrigatório que tenham uma autorização médica. O atestado deve ser anexado no e-mail assim como documentos que comprovem a doença.

Também poderão se cadastrar pessoas acima dos 18 anos com comorbidades e quem tiver alguma deficiência permanente, além de portadores de síndrome de dow. Todos devem ter mais de 18 anos e devem anexar documentos que comprovem suas condições para serem vacinados.


“É muito importante que as pessoas fiquem atentas após o envio do e-mail, pois vamos ligar para chamar cada uma delas para irem ao posto se vacinar”, ressaltou a enfermeira Kelly Freitas, que coordena o Setor de Imunizações. 

Como se cadastrar

O que informar no texto do e-mail

  • Nome
  • CPF
  • Telefone de contato

O que anexar no e-mail

  • As gestantes e puéperas devem anexar o atestado médico autorizando a vacina, o cartão SUS e o comprovante de endereço. Quem não tiver como scanear os documentos poderá tirar uma foto com o próprio celular em lugar bem iluminado cuidando para que a imagem fique no foco de forma que seja possível ler. Outro cuidado é não cortar nenhuma parte dele na foto.
  • Já as pessoas com mais de 18 anos portadoras de deficiência permanente, as que possuem comorbidades e as portadoras de síndrome de dow devem anexar no e-mail laudos, pareceres médicos ou receitas recentes, cartão SUS e comprovante de endereço. As imagens podem ser fotos tiradas com o celular como no caso de gestantes.

A secretaria da Saúde não informou qual a quantidade de doses disponíveis e nem quando pretende iniciar a aplicação. A reportagem entrou em contato com a secretaria para obter as respostas mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

Treinamento para aplicação

Na semana passada, a secretaria estadual da Saúde realizou treinamentos, via videoconferência, para capacitar equipes de imunizações de municípios. O treinamento específico para a vacina da Pfizer foi necessário por essas doses terem características específicas e diferenciadas de armazenamento, manuseio e aplicação. Os municípios receberão suas doses refrigeradas (entre 2°C e 8°C). Nesta temperatura, as doses podem ficar por até cinco dias (120 horas).

Por essa limitação, a orientação do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) é que os municípios realizem agendamento prévio das pessoas a serem imunizadas. Da mesma forma, não é recomendada a estratégia de vacinação fora de Unidades Básicas de Saúde, como em drive-thru. Na sala da vacina, após o frasco ser tirado do refrigerador e diluído, as doses dever ser aplicadas em até seis horas.

As doses da Pfizer chegam ao Brasil em caixas de transporte específicas, com isolamento térmico e gelo seco que permite a manutenção de temperaturas entre -90°C e -60°C por até 30 dias. Em freezers, com temperatura entre -25°C e -15°C, o armazenamento pode ser por até duas semanas. Em freezers de temperatura ultrabaixa (entre -80°C e -60°C) as doses podem ficar por até seis meses. Após sair da fábrica, estando nas caixas térmicas ou nos freezers de -25°C a -15°C, o lote pode ser levado de volta a um ultrafreezer, reassumindo a validade original de seis meses. Essas temperaturas mais baixas do que precisam as doses das demais fabricantes são necessárias pois a vacina da Pfizer tem menos conservantes.

Informações sobre as doses da Pfizer:
• Podem vir rotuladas como Pfizer-Biontech, se produzidas na Bélgica, ou Comirnaty, que é o nome comercial usado na fábrica dos Estados Unidos. A vacina é distribuída no Brasil com embalagem em inglês, mas a empresa dispõe de um site em português com conteúdos para profissionais de saúde (comirnatyeducation.com.br).
• Cada frasco tem capacidade para seis doses. Ele vem com 0,45 ml do produto, que para a aplicação precisa de diluição de mais 1,8 ml de soro fisiológico.
• É uma vacina do tipo RNA mensageiro (mRNA), ou seja, usa parte de uma sequência do código genético do vírus como se fosse uma “receita” para o organismo produzir anticorpos.
• Estudos clínicos comprovaram uma taxa de eficácia de 95% após as duas doses.
• No Brasil, a orientação do Ministério da Saúde é de um intervalo de 12 semanas (cerca de três meses) entre a primeira e segunda doses.
• Reações adversas mais comuns incluem dor no local da aplicação, fadiga e dor muscular (raramente chegando a apresentar febre), que costuma aparecer em até 24 horas e apresentar melhora em até 48 horas.

Atualizada – 26/05/2021 – 15h38min – Síndrome de Dow também está incluída

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