Gravataí

Bodas do grupo Violeta mostra a importância das equipes de saúde mental

Grupo mais antigo da cidade completa 25 anos e comemora Bodas de Prata

Gravataí – Na manhã da última quarta-feira (26), na Associação dos Usuários de CAPS AD (Assuscaps), ocorreu mais uma reunião mensal do grupo Violeta, um dos 13 grupos de promoção à saúde mental que funcionam em espaços descentralizados em toda a cidade e que contam com investimento da Prefeitura de Gravataí, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Além de moradores e multiplicadores do Centro, o bairro Costa do Ipiranga esteve presente e/ou representado, assim como pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II.

Voluntariamente, a Assuscaps cede o espaço, onde também acontecem ações de saúde integral para além do grupo Violeta. No local, os encontros ocorrem na quarta quarta-feira do mês. A próxima reunião, agendada para 23 de novembro, marca a comemoração das Bodas de Prata do grupo Violeta.

“É o nosso grupo mais experiente”, explica o psicólogo Gerson Jung. Recentemente convidado especial do Programa de Saúde Mental, o servidor contou sua trajetória à frente dos grupos, em diversas unidades de saúde municipais. “São mais de 40 anos trabalhando em saúde pública e sempre incentivando práticas integrativas e complementares. É muito importante caminhar, meditar, sair do seu ambiente de trabalho, ir na beira do Rio Gravataí, nas praças, enfim, nas unidades de saúde e arredores, pois são encontros com pessoas e em espaços nutritivos”, completa.


Para o psicólogo, o desafio é grande, mas ele não vem de uma hora para outra. Por conta disso, o problema também não será resolvido de uma hora para outra. “Respirar e contemplar a natureza são dicas importantes”, destaca. Na Assuscaps, Gerson ressalta que percebe com bons olhos os inúmeros depoimentos e relatos de moradores que, por meio dos grupos, conseguem realizar atividades integrais, que promovem maior qualidade de vida.

Grupos de Saúde Mental

Nas unidades de saúde municipais, há grupos – compostos por profissionais da saúde, população e familiares – que discutem temas diversos, criando uma grande rede de apoio único e multidisciplinar. A saúde mental como um todo é tratada nesses encontros, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida da população.

Junto a Gerson, a também psicóloga Kátia Ferreira coordena dois grupos voltados ao tema, no Caps II, semanalmente, e no Quilombo Manoel Barbosa, quinzenalmente. No Caps II, há o encontro com mulheres com adoecimento psíquico, de moderado a grave, em vulnerabilidade social, com filhos recém-nascidos e na primeira infância.

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