CACHOEIRINHA

Blitz reforça o combate à violência doméstica em Cachoeirinha

A atividade foi realizada em frente ao quartel do 26º Batalhão de Polícia Militar (26º BPM), na Avenida Flores da Cunha, no bairro Parque da Matriz, e integrou a Operação Elo de Proteção

Cachoeirinha – A violência doméstica nem sempre deixa marcas visíveis, mas pode estar presente por meio de agressões físicas, ameaças, humilhações, controle financeiro e abuso psicológico. Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de identificar esses sinais e denunciar os casos, a Brigada Militar e a Polícia Civil promoveram, na manhã desta quinta-feira (6), uma blitz educativa em Cachoeirinha como parte das ações do Agosto Lilás, mês dedicado ao enfrentamento da violência contra a mulher.

A atividade foi realizada em frente ao quartel do 26º Batalhão de Polícia Militar (26º BPM), na Avenida Flores da Cunha, no bairro Parque da Matriz, e integrou a Operação Elo de Proteção. A ação contou com a participação da Patrulha Maria da Penha, da ROCAM e da Polícia Civil. Durante a blitz, policiais abordaram motoristas e pedestres para orientar sobre os diferentes tipos de violência doméstica e familiar previstos na Lei Maria da Penha. Também foram distribuídos materiais informativos explicando como a violência costuma ocorrer de forma cíclica e quais são os canais disponíveis para buscar ajuda.

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Entre as formas de violência estão a violência física, caracterizada por agressões que causam lesões; a violência psicológica, marcada por ameaças, humilhações, perseguição, manipulação e isolamento da vítima; a violência moral, que envolve calúnia, difamação e injúria; a violência sexual, quando há qualquer ato sexual praticado sem consentimento; e a violência patrimonial, que ocorre por meio da retenção, destruição ou controle de bens, documentos, dinheiro ou outros recursos da vítima.

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O comandante do 26º BPM, tenente-coronel Alexsandro Goí, destacou que o combate à violência doméstica vai além das ações policiais e depende da conscientização da sociedade. “A violência doméstica precisa ser enfrentada por toda a sociedade. Muitas vítimas permanecem em silêncio por medo, dependência emocional ou financeira. A informação é uma ferramenta de proteção e iniciativas como esta aproximam as forças de segurança da comunidade, mostram que existe uma rede de apoio e incentivam a denúncia. Cada pessoa orientada pode representar uma vida protegida e uma oportunidade de romper o ciclo da violência”, afirmou o comandante.

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As forças de segurança reforçam que qualquer pessoa pode denunciar casos de violência doméstica, inclusive familiares, vizinhos ou amigos que tenham conhecimento da situação. Em casos de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Brigada Militar pelo telefone 190. Também é possível buscar atendimento e orientação por meio da Central de Atendimento à Mulher, pelo Disque 180, serviço gratuito que funciona em todo o país.

A blitz faz parte de uma série de ações previstas para o Agosto Lilás, com o objetivo de ampliar o acesso à informação, fortalecer a prevenção e incentivar que vítimas e testemunhas denunciem casos de violência, contribuindo para interromper o ciclo de agressões e garantir proteção às mulheres, finalizaram os policiais.

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