Gravataí

Bailarina Emily Borghetti apresenta “Chula” na 36ª Feira do Livro de Gravataí

O show combinou dança, sapateados, saltos, teatro e performance, aproximando o público do protagonismo feminino no tradicionalismo gaúcho

Gravataí – A bailarina Emily Borghetti apresentou o espetáculo “Chula” na 36ª Feira do Livro de Gravataí, na noite desta quinta-feira (16), no Teatro da Feira. A performance explorou a chula gaúcha, dança tradicionalmente masculina, adaptando-a para valorizar a presença feminina na cultura regional. O show combinou dança, sapateados, saltos, teatro e performance, aproximando o público do protagonismo feminino no tradicionalismo gaúcho.

Filha de artistas do cancioneiro gaúcho, Emily não cresceu em CTGs, mas desde 2016 atua como coreógrafa no CTG Tiarayú, promovendo o destaque feminino em palcos regionalistas historicamente dominados por homens. Com o primeiro show solo “Chula”, a artista buscou equilibrar gêneros e expressar a potência da mulher na cultura gaúcha. A apresentação também incluiu referências à lenda M’BOITATÁ, registrada por Simões Lopes Neto em “Contos e Lendas do Sul”.

Segundo Emily, o espetáculo se baseia na emoção e no improviso. “Essas músicas gaúchas e temas clássicos sempre me emocionaram muito. O improviso tem papel importante no show”, afirmou. A bailarina ressaltou que a intenção é desmistificar a chula quanto ao gênero: “Queremos mostrar que todo mundo pode dançar. Se está dentro de mim, faz sentido e tem amor à tradição, eu vou fazer!”.

“Chula” enfrentou críticas do público mais conservador em sua estreia, mas recebeu seis indicações ao Prêmio Açorianos de Dança 2024 e conquistou o Prêmio Quero-Quero 2024 na categoria destaque em espetáculo de dança, demonstrando a mudança nos parâmetros de apreciação da cultura gaúcha.


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