Aprovado o Estudo de Impacto de Vizinhança do Parque Ambiental
Complexo para tratamento de resíduos está sendo instalado em uma área de 270 hectares na Costa do Ipiranga
Gravataí – O Estudo de Impacto de Vizinhança do mais moderno parque de tratamento de resíduos do Rio Grande do Sul, que está sendo instalado em uma área de 270 hectares na Costa do Ipiranga, num investimento de R$ 200 milhões, está aprovado. Uma audiência pública na última segunda-feira (20), realizada no auditório do novo Centro Administrativo da prefeitura, cumpriu a última etapa do processo que passou pelo crivo do Sistema de Supervisão do Processo Urbano vinculado à secretaria do Planejamento e responsável pela análise de atividades de impacto ambiental, entre outras.
Durante quase três horas, o Grupo Centauro apresentou para o prefeito de Gravataí, Luiz Zaffalon, prefeito de Canoas, Jairo Jorge, representantes de outras nove prefeituras da Região Metropolitana e representantes de diversos segmentos de Gravataí e região, detalhes do estudo que levou mais de um ano para ser desenvolvido.
Parque Ambiental Gravataí será o primeiro do segmento no estado do Rio Grande do Sul. O Parque busca atender a carência de destinação final adequada de resíduos de qualquer natureza na região metropolitana de Porto Alegre. Além da destinação final dos resíduos, é prevista a extração e o aproveitamento energético do biogás, uma estação de tratamento de efluentes, uma planta de triagem mecanizada, dentre outras tecnologias que atuarão de forma sinérgica na cadeia de gestão de resíduos.
Segundo o sócio-diretor do Grupo Centauro, Diego Núñuz, este é o primeiro complexo de tratamento de resíduos do Brasil concebido desde o início para atender a gestão integrada de resíduos urbanos, industriais, da construção civil, da saúde e eletrônicos. O Parque tem ainda uma área de 60 mil metros quadrados para um complexo industrial de resíduos para empresas correlatas ao setor.
O Parque disporá de uma área de cerca de 60.000 m² destinada à instalação de um complexo industrial de resíduos, para empresas correlatas ao setor, potencializando a geração de empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local. O projeto foi concebido para todas as etapas da cadeia de gestão de resíduos – tratamento e disposição de resíduos perigosos e não perigosos, tratamento de efluentes industriais e percolado, exploração de biogás, energia e créditos de carbono e beneficiamento de resíduos.
As 10 unidades previstas estão sendo implantadas conforme um cronograma. O Grupo Centauro já tem licenças para a operação do aterro de inertes e tratamento de resíduos da construção civil, licença prévia da central de recebimento de podas e licença da central de triagem de resíduos sólidos com transbordo. “O EVI é uma condição precedente para a obtenção de outras licenças”, explica. Nas próximas semanas será encaminhado o pedido de licença para o recebimento e tratamento de resíduos urbanos.
Este último ponto é o que tem chamado mais a atenção de prefeituras da região. Hoje, por exemplo, Gravataí leva para Minas do Leão as 200 toneladas de lixo doméstico que recolhe todos os dias. Com a entrada de operação desta etapa do projeto no Parque Ambiental, o Município deverá economizar algo em torno de R$ 7 milhões por ano com o transporte, pois poderá deixar o lixo que produz na própria cidade. Considerando 10 municípios da Região Metropolitana estudados, conforme o sócio-diretor do Grupo Centauro, a economia projetada por ano para eles soma R$ 20 milhões pelo encurtamento do trajeto a ser feito para a destinação final dos resíduos.
Gravataí ainda terá outro ganho: a geração de impostos. Núñuz projeta uma arrecadação ao redor de R$ 6 milhões por ano com o Imposto Sobre Serviços (ISS). A projeção de empregos para o complexo é de 1.000 diretos e outros quatro mil indiretos. A cooperativa Cotracar, de Gravataí, terá 80 vagas para a área de separação mecanizada do lixo doméstico com aproveitamento dos recicláveis.
O empreendimento é subdividido em 10 unidades principais:
- Unidade de Resíduos Urbanos (URU)
- Unidade de Resíduos Industriais (URI)
- Unidade de Resíduos da Construção Civil e Central de Recebimento de Poda (URC)
- Unidade de Resíduos de Saúde (URS)
- Unidade de Resíduos Eletrônicos (URE)
- Unidade de Tratamento de Efluentes (UTE)
- Unidade Termelétrica a Biogás (UTB)
- Unidade de Triagem Automatizada (UTA)
- Complexo Industrial de Resíduos
- Parque Fotovoltaico
Assista ao vídeo e conheça o projeto:
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