Após pressão, subsídio à Transbus é retirado da Câmara - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Lotações da Transbus - Fotos: Roque Lopes/oreporter.net

Após pressão, subsídio à Transbus é retirado da Câmara

Subsídio, sem definir valor ou contrapartida, estava na pauta da Sessão Extraordinária desta terça

Cachoeirinha – O projeto encaminhado à Câmara pelo prefeito em exercício, Maurício Medeiros, pedindo autorização para conceder um subsídio à Transbus, mas sem definir valores e contrapartidas, foi retirado da pauta da Sessão Extraordinária desta terça-feira (21). Depois de muita pressão de vereadores de oposição e inclusive da base aliada, o chamado cheque em branco para a prefeitura mandar dinheiro para a concessionária do transporte público municipal foi retirado pelo Líder de Governo, Felisberto Xavier.

O contrato da Transbus foi renovado em outubro do ano passado por mais 10 anos com base em um estudo que apontou algumas alternativas para que vão ter um desfecho no preço da tarifa. Entre elas está a necessidade de renovação da frota, revisão de isenções e concessão de subsídio.

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O problema foi que o governo enviou o projeto para a Câmara pedindo para cobrir o prejuízo que a empresa tiver com base em uma nova metodologia de análise das contas. Faltaram as demais medidas e um detalhamento de tudo o que será feito. O vereador David Almansa foi o primeiro a defender a retirada do projeto da pauta destacando que não é contra um subsídio. Ele citou exemplos de Gravataí e Canoas que concederam subsídios aprovados pelos Legislativos, mas com valores definidos e com base em projetos beneficiando os usuários. Gravataí, por exemplo, terá em janeiro a menor tarifa da Região Metropolitana ao lado de Esteio, R$ 3,80.

A prefeitura de Cachoeirinha fez o contrário: enviou um pedido para pagar o que for necessário sem nenhuma discussão sobre o que mais será feito e sem dizer quando vai gastar. Para Almansa, que presidiu a Frente Parlamentar do Transporte Público, aprovar o projeto como estava seria um cheque em branco para a prefeitura dar um prêmio para uma empresa privada que não atende as necessidades da população.

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Marco Barbosa argumentou que o projeto do Executivo não trazia nenhuma informação sobre valores a serem repassados. Segundo ele, desde outubro de 2019, a empresa recebeu R$ 4,8 milhões sem haver nenhuma transparência. O valor corresponde a cerca de 1 milhão de passagens. Nelson Martini acrescentou que antes da pandemia, a empresa transportava em média 364 mil passageiros por mês e depois do início ela caiu para 231 mil.

Os vereadores da base governista Francisco Belarmino Dias Major e Juca Soares não deixaram de concordar com oposicionistas. Ambos defenderam um debate maior sobre o subsídio para ele ser votado em fevereiro, depois do recesso da Câmara. Ao pedir a retirada do projeto, Felisberto Xavier, argumentou que não havia falado com o prefeito em exercício, mas se sentia leve para tomar a decisão porque o Governo tem sido aberto ao diálogo. “Eu sei dos benefícios desse projeto, sei da vontade de reduzir a passagem, eu sei que o projeto é necessário, porém o momento não oferece oportunidade clara de debate em Sessão Extraordinária.”

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