COVID

Anvisa libera registro definitivo de vacina e de antiviral para Covid

Vacina de Oxford/AstraZeneca já tinha registro para uso emergencial. Já o antiviral Remdesivir foi autorizado para pacientes graves, mas não é produzido no Brasil e tem custo muito elevado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na manhã desta sexta-feira (12) o registro definitivo da vacina Oxford/AstraZeneca e também autorizou o uso do antiviral Remdesivir que terá, em bula, a indicação de uso para tratamento da covid-19, em pacientes hospitalizados.

A vacina Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz, já tinha registro para uso emergencial. Para ser aprovada, a vacina precisa passar por estágios de desenvolvimento. O estágio inicial é feio em laboratório, com análise do vírus e de moléculas para definição da melhor composição do produto, explica a Anvisa.

Depois, a vacina é testada em animais, que são expostos ao agente causador da doença. Na etapa de estudos clínicos com três fases, são feitos testes em humanos desde que se tenha dados preliminares de segurança e possível eficácia.

Para liberar o registro do imunizante, técnicos especializados da Anvisa revisam todos os documentos para validar a segurança da vacina.

O medicamento

Remdesivir, que não é produzido no Brasil e tem um custo bastante elevado, está autorizado para o tratamento de pacientes hospitalizados em estado grave da Covid-19. Ele está autorizado para pacientes adultos ou pediátricos internados em um hospital e para os quais o uso de um agente intravenoso seja clinicamente apropriado, pois o Remdesivir deve ser administrado por via intravenosa. Nos Estados Unidos, o medicamento vem sendo utilizado desde outubro do ano passado quando recebeu autorização.

Em novembro do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nota se posicionando contra o uso deste medicamento. “O Remdesivir tem recebido atenção mundial como um tratamento potencialmente eficaz para casos graves de covid-19 e é cada vez mais usado para tratar pacientes hospitalizados. Mas seu papel na prática clínica permanece incerto”, afirmou a OMS.

“Depois de revisar minuciosamente essas evidências, o painel de especialistas da OMS, que inclui especialistas de todo o mundo, incluindo quatro pacientes que tiveram Covid-19, concluiu que o Remdesivir não tem efeito significativo na mortalidade ou em outros resultados importantes para os pacientes, como a necessidade de ventilação mecânica ou o tempo de melhora clínica”, destacou a OMS.

Artigos relacionados

error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.