Alunos da Escola Rosa Maria visitam aldeia Guarani em Cachoeirinha
Atividade faz parte de projeto sobre saberes ancestrais

Gravataí – Alunos dos quartos anos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Rosa Maria participaram de uma visita de estudos à Aldeia Guarani Mbyá Tekoa Karandaty, localizada em área de Mata Atlântica no município de Cachoeirinha. A atividade integra um projeto pedagógico voltado à valorização de saberes ancestrais relacionados ao uso de plantas medicinais.
A iniciativa busca reconhecer conhecimentos transmitidos ao longo de gerações por diferentes culturas, como povos originários, comunidades quilombolas e famílias que preservam práticas tradicionais de cuidado com a saúde.
O projeto teve início após os estudantes analisarem uma reportagem sobre o uso da planta macela. A partir da atividade em sala de aula, surgiu o interesse em aprofundar o estudo sobre plantas utilizadas no cotidiano e na medicina tradicional. Durante a visita, o grupo foi recebido pelo líder espiritual da comunidade, Karaí Pedro, que apresentou aspectos da cultura Guarani e orientou os alunos sobre práticas de respeito e convivência no espaço da aldeia. Participaram da atividade cerca de 50 estudantes, acompanhados pelas professoras Daiani Deni e Alexandra Rodrigues, além da diretora Cristiana Lopes.
A programação incluiu caminhada pela mata, visita a um casarão histórico e apresentações culturais com música e dança. Os alunos também participaram de um lanche coletivo, degustaram o txipá, alimento preparado pela comunidade, observaram áreas de cultivo e tiveram contato com informações sobre o uso de plantas medicinais.
Ao longo da atividade, também foram realizadas brincadeiras e jogos entre as crianças, promovendo momentos de interação entre os estudantes e a comunidade. De acordo com a secretária municipal de Educação, Aurelise Braun, iniciativas desse tipo contribuem para ampliar o conhecimento dos alunos e incentivar o respeito à diversidade cultural. “Valorizar os saberes ancestrais é reconhecer a importância dos povos originários na construção da nossa identidade. Também é uma forma de ensinar, na prática, o respeito à diversidade cultural e às diferentes formas de viver e compreender o mundo”, afirmou.
O projeto terá continuidade nos próximos meses com atividades que integram diferentes áreas do conhecimento. Entre as ações previstas estão o aprofundamento dos estudos sobre plantas medicinais presentes no cotidiano e a implantação de uma horta escolar. Também está programada uma visita a uma comunidade quilombola para ampliar o intercâmbio de conhecimentos relacionados ao uso de plantas.






