POLÍCIA

Agiota de Cachoeirinha liderava extorsão com ajuda de um PM

Empresária do litoral norte pediu R$ 300 mil emprestados e já havia pago o dobro do valor

Agentes da Delegacia de Polícia de Xangri-lá, com apoio da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana e 3ª Delegacia de Polícia de  Canoas, prenderam um policial militar nesta quinta-feira (6) durante operação contra agiotagem e extorsão de R$ 600 mil contra uma empresária do litoral norte. Um agiota de Cachoeirinha era o alvo principal da Operação Aggio, que cumpriu mandados de prisão temporária e busca e apreensão em Porto Alegre e Cachoeirinha.

Segundo o diretor da Delegacia de Polícia Regional de Canoas, Cristiano Reschke, a proprietária de uma imobiliária passou por dificuldades financeiras em 2023 e procurou um agiota de Cachoeirinha. Com ele, contraiu um empréstimo de R$ 300 mil. No final de 2024, a empresária já tinha pago 100% do valor em juros, totalizando mais de R$ 600 mil.

A empresária resolveu parar de pagar o agiota de Cachoeirinha entendendo que o valor dado a ele já era o suficiente para quitar o empréstimo. O agiota tinha um advogado contratado para fazer as cobranças. As ameaças contra a proprietária da imobiliária eram constantes. Um policial militar entrou no esquema e foi até o estabelecimento comercial exigir o pagamento de R$ 250 mil. Ele passou a ameaçá-la por mensagens, áudios e vídeos.

Agiota de Cachoeirinha não foi encontrado

Na madrugada do dia 24 de novembro do ano passado, a imobiliária foi alvo de tiros. A empresária decidiu abandonar o negócio com medo de ser assassinada. Na manhã desta quinta, os agentes da polícia cumpriram três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão na casa do agiota de Cachoeirinha e outros endereços.


O agiota de Cachoeirinha não foi encontrado. Na residência dele foi encontrada uma arma e munição. No estabelecimento comercial do agiota, os policiais encontraram por acaso e prenderam um homem considerado foragido da Justiça por sete homicídios. Ele é considera homem de confiança do agiota.

Policial militar atirou contra seu celular

Já em Porto Alegre, os policiais prenderam um policial militar da Brigada Militar. Quando eles chegaram, o PM percebeu o que estava prestes a acontecer e deu três tiros no telefone celular, destruindo o aparelho para evitar a coleta de provas. Ele foi preso e a arma apreendida. O agiota de Cachoeirinha e o terceiro envolvido na extorsão, que é o advogado, estão foragidos.

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