Afinal, por que as varizes e vasinhos voltam após serem tratados? - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Eles somem ou não ? - Foto: Divulgação

Afinal, por que as varizes e vasinhos voltam após serem tratados?

Angiologista Dra. Aline Lamaita esclarece o equívoco que muitos cometem ao acreditarem que as varizes e vasinhos possuem cura definitiva, quando, na verdade, a doença é crônica, podendo apenas ser controlada

Vasinhos e varizes são um grande incomodo para grande parte das mulheres, não apenas pelo desconforto estético que causam, mas devido ao comprometimento da saúde vascular que representam. Mas, com o avanço das tecnologias e pesquisas na área, hoje já existe uma série de tratamentos para estas alterações nas pernas.

Porém, é muito comum em consultórios médicos a reclamação de que novos vasinhos e varizes surgiram mesmo após o procedimento, o que, segundo a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, é normal de acontecer. “A reclamação é constante porque grande parte das pessoas não entende que os vasinhos e varizes não são simples alterações estéticas que, após tratadas, nunca mais voltaram. Isso por que a condição é, na verdade, uma doença crônica, ou seja, não possui cura definitiva e os tratamentos visam apenas o controle do problema, melhorando a qualidade da circulação e a aparência estética das pernas”, explica a especialista.


De acordo com a médica, os tratamentos para varizes atuam diretamente sobre a veia doente e, geralmente, são definitivos para aquela veia, já que esta é normalmente retirada ou destruída, então dificilmente voltará a ter fluxo de sangue. Mas, por ser uma doença crônica, pode acontecer de novas varizes surgirem ao longo dos anos, passando a impressão de que elas voltaram. “O tempo que estas varizes vão demorar para surgir após o tratamento do quadro inicial da doença vai variar de pessoa para pessoa, dependendo de fatores genéticos, hábitos de vida e agravantes como obesidade e uso de hormônicos anticoncepcionais”, alerta a angiologista.

Porém, se você acabou de passar pelo tratamento de varizes e quer evitar que estas surjam novamente, principalmente se você possui tendência genética ao aparecimento destas alterações, é possível preveni-las através da adoção de alguns cuidados, sendo o primeiro deles identificar o motivo pelo quais os vasos surgiram inicialmente. “Se os vasinhos e varizes surgiram devido a obesidade, por exemplo, controlar o peso deve ser seu objetivo número um para evitar a reincidência das alterações”, ressalta a cirurgiã vascular. “Mas alguns cuidados devem ser tomados independentemente do motivo do surgimento das varizes para favorecer a boa circulação venosa e, consequentemente, prevenir o reaparecimento dos temidos vasinhos. Então é fundamental que você pratique exercícios físicos regularmente, utilize as meias de compressão indicadas pelo seu médico e adote uma alimentação balanceada.”

Ou seja, apesar de não ser possível a completa eliminação das varizes, segundo a Dra. Aline Lamaita é possível controlar a doença para que surjam um número menor de varizes ao longo dos anos. “O cuidado com as pernas deve ser contínuo, sendo assim fundamental o acompanhamento anual com um médico angiologista para avaliação do quadro das varizes e, se for o caso, a realização de procedimentos menores para manter a saúde das pernas em dia”, completa.


Tratamentos – Ao contrário do que muitos pensam, a cirurgia não é mais o único modo de se livrar das varizes. De acordo com a Dra. Aline, hoje vasinhos e varizes nas pernas já contam com procedimentos extremamente eficazes como ClaCs, Clafs e laser endovenoso, muito requisitados pelos os pacientes que buscam resultados rápidos e com pouco tempo de recuperação sem exposição ao sol. Confira abaixo como funciona cada um destes procedimentos:


– ClaCs: Com resultados mais rápidos do que o tratamento convencional e exigindo menor tempo sem exposição solar (sete dias), o procedimento une laser não-invasivo e injeções de glicose para tratar das alterações. “Após a utilização do laser, a glicose é aplicada na veia (que já está sensibilizada com o disparo do laser). O fluxo de sangue fica lentificado e permite que a glicose permaneça mais tempo em contato com o vaso — que vai secar”, explica. No geral, de uma a três sessões, com intervalo mensal, resolvem o quadro.

– Clafs: Utilizando laser transdérmico seguido de injeção de espuma de baixa potência, que é menos agressiva e minimiza os riscos de mancha, este procedimento é ótimo para varizes um pouco mais calibrosas e áreas com muita quantidade de vasinhos. Excelente para vasinhos muito antigos e em grande quantidade.

– Laser Endovenoso: Permitindo um retorno mais rápido as atividades (4 a 6 dias) e gerando bem menos hematomas do que a cirurgia convencional, neste tratamento, que é feito sem cortes, a veia é puncionada e uma fibra é colocada através de um introdutor dentro dela, explica a médica. “A ponta da fibra é posicionada na virilha (guiada por ultrassom). A outra extremidade da fibra é então conectada a um aparelho de laser ou radiofrequência que vai liberar uma energia que queima a veia”, conta a médica. “A fibra então é retirada lentamente enquanto a veia vai sendo cauterizada em todo o segmento a ser tratado. O interessante é que a veia não é retirada, ela vai ser queimada e se transformar em um cordão fibroso (uma cicatriz) não participando mais da circulação das pernas.”

Compartilhe essa notícia
error: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.