Advogado que pediu impeachment de Bolsonaro quer CPI sobre hospital - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Adriano Luz - Foto: Reprodução/Facebook

Advogado que pediu impeachment de Bolsonaro quer CPI sobre hospital

Adriano Luz protocolou na Câmara um pedido para que o presidente do Legislativo analise com os demais vereadores a abertura de uma CPI para investigar o hospital de campanha

Cachoeirinha – O advogado Adriano Luz, que recentemente protocolou um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, quer uma CPI em Cachoeirinha para que seja investigado o hospital de campanha. Ele protocolou um pedido na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (16) sugerindo ao presidente, Edison Cordeiro, que converse com os demais parlamentares e analisem a propositura da investigação.

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Conforme a assessoria de imprensa da Câmara, qualquer cidadão pode protocolar um pedido de CPI, mas ela somente será aberta se um requerimento for apresentado à Mesa Diretora contendo a assinatura de no mínimo seis vereadores. Adriano Luz é um dos principais apoiadores do pré-candidato a prefeito Antonio Teixeira, da Rede. Quando protocolou o pedido de impeachment de Bolsonaro na Câmara dos Deputados causou um desconforto dentro do partido que buscava uma aproximação com os bolsonaristas de Cachoeirinha para a formação de uma aliança. Dias depois, acabou anunciando sua desfiliação da Rede.

No pedido de CPI, Luz anexou todos os documentos disponíveis no site do TCE e que são públicos, como o relatório do serviço de auditoria, despachos da conselheira responsável por analisar uma tutela de urgência para que o contrato com o instituto Salva Saúde não seja renovado e as explicações dadas pelos agentes públicos envolvidos. “São muitas irregularidades apontadas pelo Tribunal e é necessário que a Câmara abra uma investigação para que tenhamos transparência sobre tudo o que aconteceu”, disse à reportagem na manhã desta sexta-feira (17).

O relatório do TCE tem o ex-secretário da Saúde, Dyego Matielo, com o maior número de apontamentos por ter conduzido todo o processo de contratação da estrutura do hospital por R$ 696 mil. A auditoria do TCE encontrou diversas irregularidades em procedimentos administrativos e inclusive a falta de um contrato de prestação de serviços. Todos os erros, conforme a prefeitura explica nos esclarecimentos ao TCE, foram corrigidos e uma sindicância foi aberta para investigar o caso. Matielo acabou se demitindo do cargo.

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Além das cópias de documentos do TCE, o advogado anexou ao pedido uma planilha com as despesas feitas pelo Instituto Salva Saúde para montar a estrutura. Nela são apontados os itens que ficarão para o município, como camas, colchões, cobertores, lençóis, travesseiros, fronhas e geladeiras, entre outros, somando R$ 133 mil. A planilha ainda mostra as despesas feitas pelo Instituto Salva Saúde. Todos os dados foram obtidos do processo que tramita no TCE.

A conselheira substituta, Ana Cristina Moraes Warpechowski, até a publicação desta matéria, ainda não havia decidido se acolhe o pedido de tutela de urgência para que o contrato do hospital de campanha não seja renovado. Na semana passada ela solicitou mais informações para a Prefeitura como cópia da minuta do novo contrato e detalhamento de todo o procedimento. Em despacho interlocutório ela frisou “que, em qualquer hipótese relacionada com o objeto do presente processo, a prestação de serviço de atendimento à saúde da população não deve ser interrompida” até que uma decisão seja tomada.

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