A Bete da antiga Bazotti conta como ficou sua rotina com a pandemia - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Após período de férias, Bete voltou a trabalhar com todos os cuidados e horário reduzido - Foto: Álbum Pessoal

A Bete da antiga Bazotti conta como ficou sua rotina com a pandemia

Há mais de 30 anos como atendente de padaria, Bete precisou mudar a rotina, mas destaca que nem a pandemia tira sua alegria

Cachoeirinha – Elizabete Marina Popsin de Lima, 62 anos, nasceu em Osório e há 38 anos mora em Cachoeirinha. Viúva há 11 anos, ela mora na Vila Regina, com seu único filho, Fabrízio, de 33 anos, formado em educação física e proprietário de uma academia na cidade.

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Com a chegada do novo coronavírus, a rotina agitada da atendente de padaria mudou. “Quando chegou a quarentena, entrei de férias, pois sou considerada do grupo de risco por causa da idade. Não sabia direito o que iria acontecer. Quando as regras de restrição foram determinadas e a forma de atender ao público também, liguei para o meu patrão e pedi para voltar ao trabalho. Não aguentava mais estar em casa, pois sou muito agitada”, conta.

Por 28 anos, Elizabete foi atendente na Bazotti. Depois do incêndio, que pôs um ponto final na história da padaria mais conhecida da cidade, ela ficou em casa por um ano, até retornar as atividades. Está, atualmente, trabalhando na Chies, localizada na parada 49 de Cachoeirinha.

Para Bete, como é conhecida, ficar parada ou diminuir o ritmo de serviço durante a pandemia não está sendo fácil e ela tem que administrar toda essa ansiedade. “Sempre trabalhei com o público, pois gosto de movimento, de me comunicar com as pessoas. Minha rotina foi assim minha vida toda. Desde o início da quarentena tenho sentido falta da agitação. Mesmo tendo retornado ao trabalho, fico menos horas e o atendimento ao público é extremamente controlado, entrando um por vez”, desabafa.

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Com seu horário reduzido na padaria, Elizabete aproveita para ajudar o filho com a organização da academia. “Para garantir maior segurança para os clientes e seguir as regras de restrição, meu filho separou o atendimento da academia por horário, pois há um limite de metros quadrados para cada pessoa poder treinar, mantendo o afastamento. Isso reduziu muito o retorno financeiro e sempre procuro ajudar ele no que posso”.

Para amenizar um pouco a saudade dos tempos “normais”, a atendente conta com a companhia diária de antigos colegas de trabalho, que também migraram para a nova padaria. “Foram 28 anos de convivência na antiga Bazotti. Poder dividir os meus dias com colegas tão queridos que já fazem parte da minha vida há tanto tempo dá uma acalmada no coração e traz esperança de que vamos recuperar a vida que tínhamos, a rotina de alegria. Relembrar os momentos e as festas que fazíamos junto aos clientes, nos dá esperança”, emociona-se.

Apesar de estar aposentada por tempo de serviço, Bete não pretende parar tão cedo. “Eu necessito estar no meio do movimento, no meio da agitação. Amo trabalhar com o público, servir pessoas”. Ela aguarda ansiosa o fim da pandemia para poder voltar a vida normal. “Mesmo trabalhando todos os dias, tudo está diferente. A expectativa é que passe logo, mas sabemos que é algo complicado. Já está provado que não é uma gripezinha, mas tenho a esperança de que até o fim do ano melhore. A primeira coisa que vou fazer vai ser visitar a minha mãe, que mora no interior, e que não vejo desde o início da quarentena”.

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